O anúncio da vitória pela comunicação social norte-americana suscitou os protestos dos apoiantes do Presidente Donald Trump, que não aceita a derrota, assim como tem insistido em suspeitas infundadas de que uma fraude eleitoral em grande escala ameaça negar-lhe um segundo mandato.

No exterior do edifício do Capitólio do estado da Geórgia, antigo reduto republicano, cerca de um milhar de apoiantes de Trump cantavam “prendam-no”, numa referência a Joe Biden, e outros gritavam: "Isto ainda não acabou! Isto ainda não acabou!”, “Notícias falsas!”. As ruas no exterior do edifício mantêm-se inundadas de bandeiras norte-americanas e da campanha de apoio a Trump.

Não há, até agora, relatos de violência, embora a polícia tenha sido já chamada a separar opositores de Trump de apoiantes seus.

A Geórgia, onde nenhum democrata vence desde 1992, está prestes a cair para Biden. Não obstante, e embora tenha sido considerado um estado-chave na batalha eleitoral, Biden foi já anunciado vencedor com a projeção dos resultados na Pensilvânia e no estado de Nevada, assegurando assim os votos eleitorais suficientes para se tornar o 46.º presidente dos Estados Unidos.

Desde que as urnas fecharam na terça-feira, os apoiantes do Trump - alguns armados - reuniram-se no exterior de edifícios onde os votos estavam a ser escrutinados, muitos com bandeiras e cartazes de apoio a Trump com a palavra de ordem #stopthesteal (parem o roubo).

Pouco depois de Biden ter sido considerado vencedor da corrida presidencial pelas projeções, cerca de 75 manifestantes de Donald Trump reuniram-se à porta do centro de apuramento eleitoral no centro da cidade de Phoenix, número que cresceu para uma multidão de mais de 1.000 pessoas em poucas horas.

Em Lansing, Michigan, um grupo de cerca de 50 apoiantes do Trump e um grupo mais pequeno de manifestantes com bandeiras do movimento ‘Black Lives Matter’ convergiram para o edifício do capitólio de Michigan, onde se empurraram mutuamente e gritaram uns para os outros num impasse tenso.

Até agora, no entanto, as celebrações e festividades têm-se sobreposto aos protestos.

No bairro de Brooklyn, em Nova Iorque, várias centenas de pessoas vieram para as ruas em gritos de vivas e danças, o som das buzinas, de tachos e panelas tomou conta do ambiente.

Em Washington, as pessoas concentraram-se na praça Black Lives Matter, perto da Casa Branca, com cânticos e cartazes.

Em vários estados onde Biden lidera na contagem dos votos, ainda não concluída, os funcionários envolvidos no escrutínio têm feito saber que temem pela sua segurança, e antecipam a escalada da agitação nos próximos dias, atendendo sobretudo ao facto de Donald Trump, até agora, se recusar a conceder a sua derrota.

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