O Sea Watch 3 tinha socorrido 209 migrantes no Mediterrâneo na segunda metade de junho durante três operações e recebeu autorização das autoridades italianas para os desembarcar em Porto Empedocle, na Sicília.

O navio foi depois colocado em quarentena, antes de ter sido autorizado a entrar no porto, indicou a guarda costeira italiana num comunicado divulgado na quarta-feira à noite.

Inspetores da guarda costeira “especializados na segurança da navegação” realizaram então um controlo a bordo que revelou “diversas irregularidades técnicas e operacionais capazes que comprometer a segurança do barco e da sua tripulação, assim como das pessoas que poderiam ser recuperadas” durante operações de socorro, acrescentou o comunicado.

A guarda costeira não precisa o tipo de irregularidades, mas indica ainda ter observado “certas violações” — também não especificadas — “das regras para a proteção do meio marinho”.

O navio ficará em “imobilização administrativa” até que as irregularidades sejam corrigidas.

As ONG humanitárias veem frequentemente estas operações como um modo de as impedir de regressar ao mar, enquanto os guardas costeiros asseguram que as inspeções são realizadas em cumprimento das regras internacionais e da União Europeia para proteger a segurança das tripulações e o meio marinho.

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