O inquérito que pretende investigar os prejuízos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi aberto em 2016 e visa os 25 maiores devedores da instituição num processo autónomo levado a cabo pela Polícia Judiciária (PJ). E de acordo com o Jornal de Notícias (JN), Joe Berardo é um deles.

A intenção passa por perceber em que circunstâncias os maiores devedores da CGD causaram prejuízos de cerca de 1,2 mil milhões de euros ao banco público. A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ terá alargado o espectro de negócios ruinosos para apurar da existência de crimes. Em causa estão empréstimos (considerados de risco e com garantias duvidosas) concedidos ao longo da última década. 

Reforma de 2.584€

A edição de hoje do Expresso avança que a investigação dura há cinco anos e que tem como alvo principal Joe Berardo — empresário que se tornou polémico pelas centenas de milhões de euros que deve a vários bancos. O semanário avança que tem o controlo de forma indireta e complexa de mais de duas dezenas de empresas, mas que declara apenas um rendimento para efeitos de IRS: uma pensão mensal de 2.584,00€. 

Se é isso que recebe na totalidade todos os meses? De acordo com o Expresso, não. Metade do valor está penhorado pela CGD, ou seja, desse montante sobram-lhe 1.722,00€. Por outras palavras, oficialmente e para o fisco, este é o rendimento que aufere, ainda que faça uma vida de milionário.

E é precisamente por isto que a investigação acredita que Berardo, juntamente com o seu advogado, André Luiz Gomes, tenham orquestrado um esquema de dissipação de património de forma a manter os seus bens intactos e fora do alcance dos bancos. 

O empresário Joe Berardo e o seu advogado André Luiz Gomes devem conhecer hoje as medidas de coação decretadas pelo juiz Carlos Alexandre por crimes no âmbito do processo da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O interrogatório aos dois homens, detidos desde terça-feira, terminou na quinta-feira.

O caso, que conta com 11 arguidos (cinco pessoas individuais e seis pessoas coletivas) foi tornado público depois de uma operação policial em que foram feitas cerca de meia centena de buscas, três das quais a estabelecimentos bancários.

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