Depois de fazer a promoção do produto durante várias semanas, antes do seu lançamento em abril, a Steam decidiu não vender o "Rape Day" ("Dia da Violação") justificando que o jogo envolve "custos e riscos desconhecidos".

"Depois de discussões e da descoberta de factos importantes, julgamos que o 'Rape Day' coloca custos e riscos desconhecidos, e, por isso, não será vendido na Steam", pode ler-se no comunicado da Valve, empresa norte-americana de plataformas digitais com sede em Washington e proprietária da Steam.

“Respeitamos o desejo dos produtos em expressarem-se e o propósito da Steam é ajudá-los a encontrar uma audiência, mas estes produtores escolheram conteúdo e uma forma de o representar que torna muito difícil para nós fazê-lo”, adianta ainda a nota.

No ano passado, a empresa também retirou da sua plataforma o jogo "Active Shooter", que simulava um tiroteio numa escola.

"Rape Day" é descrito pelos seus produtores, a Desk Plant, como "uma novela visual onde controlamos as escolhas de um sociopata durante um apocalipse zombie. Podemos agredir verbalmente, matar pessoas e violar mulheres à medida que avançamos na história".

Sites especializados em videojogos escrevem que algumas imagens do jogo mostravam mulheres nuas com armas apontadas.

A notícia do lançamento do jogo gerou várias manifestações contrárias em diferentes países e redes sociais, além de uma petição apresentada pela Change.org com cerca de oito mil assinaturas.

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