“O Parlamento Europeu é ridículo, muito ridículo. Saúdo os que se deram ao trabalho de estar na sala. Mas o facto de haver só uma trintena de deputados presentes neste debate é suficientemente demonstrativo que este parlamento não é sério”, disse Jean-Claude Juncker, intervindo no primeiro debate do dia em Estrasburgo, às 09:00 (08:00 em Lisboa), e perante uma sala praticamente vazia.

O líder do executivo comunitário salientou ainda que se em vez do primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, estivesse na sala a chanceler alemã, Angela Merkel, ou o presidente francês, Emmnuel Macron, haveria “uma casa cheia”.

“O Parlamento é completamente ridículo”, repetiu Juncker, na introdução inicial no debate sobre a presidência semestral maltesa, que terminou no dia 30 de junho.

As críticas do presidente da Comissão valeram-lhe uma admoestação por parte do seu homólogo do PE, Antonio Tajani, que o interrompeu para lhe pedir um tratamento “mais respeitoso”.

“Pode criticar, mas não é a Comissão que controla o Parlamento, é o Parlamento que controla a Comissão”, salientou Tajani, exigindo uma linguagem mais comedida.

“Nunca mais estarei presente numa sessão como esta”, ameaçou Juncker, depois de voltar a chamar de ridícula a falta de assiduidade dos eurodeputados.

“O Parlamento tem que respeitar mesmo as presidências dos países mais pequenos, o que não está a fazer”, rematou o presidente da Comissão Europeia.

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