“Tínhamos medo que houvesse ajuntamentos de pessoas junto às tasquinhas e que a covid se espalhasse, porque o vírus em Aveiro está extremamente ativo”, disse à Lusa o presidente da Junta de Cacia, Nelson Dias dos Santos.

Para colmatar a falta das tasquinhas, que todos os anos atraíam milhares de pessoas à região, a Junta resolveu fazer os “Santos Populares itinerante”, com a entrega das sardinhas ao domicílio ou em ‘takeaway’.

“Vamos entregar as sardinhas a casa das pessoas e quem quiser também tem o ‘takeaway’ e, assim, as pessoas podem reviver um bocadinho dos santos populares”, disse Nelson Dias dos Santos.

O autarca prevê que ao longo do dia sejam vendidas cerca de 500 sardinhas, 100 sopas de caldo verde e outras tantas sobremesas.

O dinheiro angariado com a venda das sardinhas, caldo verde e sobremesas reverte a favor das coletividades locais.

A iniciativa conta ainda com a realização de um espetáculo itinerante em trio elétrico com o cantor popular João Claro.

“O João Claro, que é o cantor da terra, vai percorrer as ruas da freguesia em cima de uma carrinha adequada, sem paragens. É o que se pode fazer nesta altura para manter a tradição”, disse o presidente da Junta.

Portugal contabiliza pelo menos 1.549 mortos associados à covid-19 em 40.415 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O concelho de Aveiro, segundo a DGS, regista 358 casos confirmados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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