“A direção principal de Informações do Ministério da Defesa da Ucrânia confirma o uso de sistemas de comunicação por satélite Starlink pelos ocupantes russos na frente [de batalha]”, escreveram os serviços de informações militares ucranianos, GUR, no seu canal na rede Telegram.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações da Ucrânia, Andri Yusov, disse ao jornal RBC Ucrânia que esta situação “está a começar a assumir um caráter sistémico”.

A SpaceX, que controla a empresa Starlink e que também pertence a Elon Musk, garantiu que a Starlink “não está ativa na Rússia, o que significa que o serviço não funcionará naquele país”.

“A SpaceX nunca vendeu ou comercializou Starlink na Rússia, nem enviou equipamentos para locais na Rússia. Se as lojas russas afirmam vender Starlink para oferecer serviços naquele país, estão a enganar os clientes”, disse.

No entanto, apenas se referiu à Rússia e não aos territórios ucranianos que esta ocupa atualmente.

“Se a SpaceX tomar conhecimento de que uma parte sancionada ou não autorizada está a usar um terminal Starlink, investigaremos a reclamação e tomaremos medidas para desativar o terminal, se confirmado”, acrescentou.

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