No comício da noite de terça-feira, em Braga, a habitação foi o tema central do discurso de Catarina Martins, no dia em que o antigo líder Francisco Louçã subiu também ao púlpito, mas foi no final da intervenção que veio um recado para o PSD.

“Quase na reta final desta campanha, nestes últimos dias, tenho uma má notícia para o doutor Rui Rio: esta campanha já não é sobre o gato Zé Albino, esta campanha é mesmo sobre o programa para o país, sobre o contrato à esquerda que estaremos a debater na segunda-feira porque a força da esquerda é a resposta do povo às exigências de Portugal”, afirmou.

A coordenadora bloquista considerou que o BE “é a esquerda que elege, é a esquerda exigente, é a esquerda de confiança, é a esquerda que vira o jogo e abre um novo ciclo no nosso país”.

Em relação à habitação, Catarina Martins acusou o PS de se ter esquecido de “tirar da gaveta a lei de bases da habitação”, lamentando ainda que em grande medida permaneça em vigor a lei do arrendamento do tempo de Assunção Cristas.

“A habitação é hoje uma limitação em todas as áreas da vida”, apontou, criticando o Governo do PS por se ter esquecido das pessoas que sofrem com este “problema grave”.

Para a líder do BE, com o preço da habitação a ter subido “51% nos últimos cinco anos” em Portugal, “é preciso agir já”.

Sobre a lei das rendas do tempo da ex-ministra do Governo PSD/CDS-PP Assunção Cristas, Catarina Martins enfatizou que “foi possível por alguns travões entre 2015 e 2019”, o período da geringonça, mas voltou a acusar o PS de se ter esquecido do seu compromisso e em “grande medida” permanecer a lei do tempo do Governo PSD/CDS.

“Não esquecemos o direito à habitação e queremos regras porque a habitação não pode ser um luxo”, comprometeu-se, insistindo na necessidade de um parque público de habitação.

“O parlamento fez uma lei de bases da habitação, mas o PS esqueceu-se de tirar esta lei de bases da gaveta”, criticou.

Para a coordenadora do BE, não faz qualquer sentido falar da recuperação de Portugal sem se falar de habitação, considerando que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) só o será se tiver a “habitação no centro”.

“A direita não fala de habitação, também não fala de quase nada. Para a direita tudo é negócio”, atirou.

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