“António costa tem medo que essa alternativa [a ‘ecogeringonça’], que é uma alternativa viável, seduza o eleitorado e que o afaste da maioria absoluta e tem razão em ter medo”, afirmou Rui Tavares, no Porto, numa ação de campanha na qual reuniu com várias associações de estudantes universitários da área da Saúde.

No debate das rádios, esta manhã, António Costa apontou como “linha vermelha” para um entendimento entre PS e o partido de Rui Tavares o facto de, segundo ele, o Livre “encarar com grande abertura” o recurso à energia nuclear.

Questionado sobre se ficou surpreendido com aquele “ataque” por parte do líder socialista, Rui Tavares explicou que ficou “agradado”, fazendo uma leitura política da investida de Costa: “Não só não fiquei surpreendido como fiquei agradado porque demonstra que a solução da ‘ecogeringonça’ está a fazer o seu caminho no eleitorado”.

A ideia de uma ‘ecogeringonça’ foi avançada pelo dirigente do Livre e pretende juntar PS, PAN, Livre e até o PEV num compromisso com vista à formação de governo após as legislativas de dia 30.

Ainda sobre a energia nuclear, Rui Tavares reafirmou que o Livre é contra centrais nucleares em Portugal, porque “são caras, são perigosas”, e desafiou António Costa a posicionar-se a nível europeu sobre o tema.

“O que é preciso é questionar o Governo português acerca da maneira com a excessiva flexibilidade com que deixou a Comissão Europeia pusesse a energia nuclear e o gás natural na taxonomia das energias sustentáveis, com muita pressão de estados membros como a França, que produz energia nuclear”, disse.

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