“Nestas últimas horas, lançámos todas as conversações necessárias para encontrar uma maioria sólida ao serviço dos cidadãos”, disse Di Maio à imprensa depois de ser recebido pelo Presidente italiano, Sergio Mattarella.

Di Maio não nomeou nenhum partido com o qual admita vir a formar uma tal maioria, embora já tenha sido anunciado que o M5S está em conversações com os socialistas do Partido Democrático (PD, centro-esquerda).

Sergio Mattarella concluiu hoje dois dias de consultas para determinar se há uma maioria parlamentar que permita formar um novo governo ou se convoca eleições antecipadas, três anos e meio antes da data prevista, na sequência da demissão do primeiro-ministro Giuseppe Conte.

O governo de coligação entre a Liga, de Matteo Salvini, e o Movimento 5 Estrelas, de Luigi di Maio, foi dado como findo na semana passada por Salvini, vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, ao fim de 14 meses de coexistência difícil.

Segundo a maioria dos analistas, Salvini planeava forçar a antecipação das eleições legislativas para aproveitar o recorde de popularidade de que goza em Itália (36%-38%), sobretudo depois de a Liga ter sido o partido mais votado nas eleições europeias de maio, em que obteve 34% dos votos, contra 17% nas legislativas de março de 2018.

No entanto, o Partido Democrático, de Nicola Zingaretti, assumiu na quarta-feira a possibilidade de formar uma maioria com o M5S para evitar eleições antecipadas.

Os dois partidos iniciaram já conversações, que se adivinham difíceis dadas as cinco condições prévias colocadas pelos socialistas: a “pertença leal” à União Europeia, o “pleno reconhecimento” da democracia representativa e da centralidade do parlamento, o desenvolvimento assente na sustentabilidade ambiental, uma mudança na gestão dos fluxos migratórios e uma viragem na política económica para aumentar o investimento.

Juntos, o PD e o M5S têm a maioria na Câmara dos Deputados (327 em 630).

Após a audiência de hoje com Mattarella, Nicola Zingaretti, afirmou que a ideia não é “um governo a qualquer preço”, mas “um governo de mudança, uma alternativa à direita, com um programa novo e sólido e uma maioria ampla e duradoura no parlamento”.

Em contrapartida, Salvini, que provocou o fim da coligação e apresentou uma moção de censura ao primeiro-ministro do governo que integra, Giuseppe Conte, afirmou aos jornalistas após a audiência com o Presidente que admite reconciliar-se com o 5 Estrelas, “sem rancores”.

“Se alguém dos que sempre disseram ‘não’ [ao M5S] agora diz que sim, então formemos uma equipa, tenhamos um objetivo, construamos, façamos coisas boas pelo país […] Não guardo rancor, olho para o futuro”, disse Salvini.

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