No âmbito da apresentação do programa preliminar de Lisboa Capital Verde Europeia 2020, que contou com a presença do comissário europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, o vereador com os pelouros do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia na Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, disse que o lançamento da plataforma está previsto entre outubro e novembro deste ano, disponibilizando os “compromissos de Lisboa para o ambiente, clima e energia”.

“Será uma peça basilar de todo o processo participativo, sendo um compromisso para a cidade resultante de uma visão partilhada por todos”, defendeu Sá Fernandes.

Neste sentido, antes do início da Capital Verde Europeia 2020, a Câmara Municipal de Lisboa vai “apresentar e fundir todos os dados, de forma a informar todos os cidadãos sobre o estado ambiental da cidade”.

“Só estando bem informados é que os cidadãos se sentirão motivados para participar e só com esses dados acessíveis é que poderemos monitorizar os benefícios que o comportamento que cada um pode ter na cidade e, consequentemente, continuar a caminhar para a necessária mudança”, referiu o vereador da Estrutura Verde e Energia.

Para potenciar iniciativas próprias para integrar a programação, bem como a participação nos eventos já previstos, a autarquia pretende, até ao final de junho deste ano, contactar “todas as escolas, universidades, freguesias e grupos comunitários da cidade de Lisboa”.

Além disso, a Câmara Municipal de Lisboa está a contactar empresas, outros municípios, nomeadamente a rede de municípios com estratégias de adaptação local às alterações climáticas e os municípios que integram parques e reservas naturais, centros de investigação do país, capitais de países de expressão portuguesa e todas as embaixadas em Portugal, no sentido de participarem na Capital Verde Europeia 2020.

No âmbito do conhecimento, o município prevê “contribuir com as propinas de quatro doutoramentos sobre alterações climáticas”.

“Queremos deixar um legado e estabelecer um verdadeiro compromisso para o futuro. O prémio [Capital Verde Europeia] é relativo ao ano de 2020, mas o programa não se esgotará num ano, pois a escolha e a estruturação das iniciativas está pensada para o horizonte 2020 – 2030, deixando algumas exposições e experiências permanentes e convidando todos os parceiros que estejam comprometidos já no presente a assegurar o futuro”, declarou Sá Fernandes, reforçando que “não há futuro sem passado e foi o passado que deu a Lisboa a credibilidade para hoje poder ser muito mais ambiciosa, para hoje ter metas claras para o futuro, metas que apontam para 2030”.

Destacando a abrangência da iniciativa Capital Verde Europeia 2020, o vereador da Estrutura Verde e Energia defendeu que, “sem prejuízo do prémio ter sido atribuído a Lisboa, a estratégia definida é de abrir portas, apresentar todo o território e abarcar outras geografias, através de uma programação muito diversificada, global e universal”.

Entre os eventos previstos estão quatro exposições, que se dividem pelas temáticas da água, energia, biodiversidade e alterações climáticas.

Apesar de o programa final só ser apresentado em novembro, altura em que serão conhecidas todas as medidas previstas e o orçamento necessário, a Câmara de Lisboa aponta o dia 11 de janeiro como data para a abertura da Capital Verde Europeia 2020.

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