"Nos 25 anos do assassinato de ALCINDO MONTEIRO (1967-1995) neste mesmo local, a cidade de Lisboa reafirmou o seu dever de memória e justiça e o seu compromisso com o combate ao racismo e ao fascismo sob todas as suas formas"

Será esta a frase que, a partir desta quinta-feira, se poderá ler na placa evocativa a ser colocada na zona da Baixa, na Rua Garret, junto ao número 19.

"A CML perpetua desta forma a memória sobre a sua vida e sobre o que a sua morte representou: um gesto de barbárie de uma ideologia que não se desvaneceu e que ainda está presente sob muitas formas em muitos países, incluindo Portugal", pode ler-se na nota enviada à imprensa.

Em 1995, na madrugada de 10 para 11 de junho, um grupo de cerca de 50 ‘skinheads’ invadiu as ruas do Bairro Alto, em Lisboa, e atacou com violência várias pessoas. Onze foram julgados e condenados por homicídio, seis foram condenados por agressões e dois foram absolvidos.

A cerimónia será presidida por Fernando Medina, presidente da autarquia.

Alcindo Monteiro, cabo-verdiano, tinha 27 anos quando foi assassinado. Vinte e cinco anos depois, os assassinos já estão em liberdade e novamente a contas com a justiça: em maio deste ano, o Ministério Público constituiu como arguidos 37 neonazis suspeitos de agressões brutais e tentativas de homicídio contra afrodescendentes e homossexuais, entre os quais se contam cinco dos condenados pela morte de Alcindo Monteiro.

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