O projeto “envolve a construção de uma nova central nuclear que produz eletricidade fiável e com baixo teor de carbono para ajudar” o país a atingir o objetivo de neutralidade de carbono em 2050, de acordo com um comunicado, que precisa que a central poderia satisfazer 6 milhões de lares.

Londres tornou o desenvolvimento da energia nuclear uma das prioridades da estratégia energética, mas muitos dos seus 15 reatores estão no fim de vida e a única central atualmente em construção, Hinkley Point C, um projeto também liderado pela EDF (Électricité de France) pela CGN (China General Nuclear Power) da China, viu os custos subirem e só abrirá em 2027.

No meio da crise do custo de vida impulsionada pelo aumento das contas de energia, e com a guerra na Ucrânia a colocar a independência energética de novo em destaque, o Reino Unido quer acelerar o desenvolvimento da energia nuclear.

Planeia até oito novos reatores até 2050 em algumas das suas oito instalações nucleares designadas, com o objetivo de fornecer 25% da procura de eletricidade.

Sizewell C é um projeto de central elétrica de 20.000 milhões de libras, com dois reatores EPR de 3,2GW, nos quais a EDF tem uma participação de 80%, mais uma vez ao lado da CGN da China, que é proprietária do resto.

Embora a influência da China nos ativos estratégicos britânicos seja regularmente denunciada pelos deputados conservadores, pressionando o Governo, o comunicado não especifica se a CGN continuará a ser parceira ou se será finalmente expulsa, como tem sido noticiado na imprensa britânica há meses.

Os porta-vozes do Ministério da Energia, contactados pela AFP, não estavam disponíveis de momento.

Londres tinha anunciado em janeiro a injeção de 100 milhões de libras adicionais para o desenvolvimento de Sizewell C, localizada em Suffolk, na costa leste do país, e “para atrair outros financiamentos de investidores privados”.

E as orientações orçamentais de outubro do Governo britânico estabeleceram até 1.700 milhões de libras que poderiam ser gastos no desenvolvimento do projeto, no qual Londres poderia assumir uma participação direta.

O executivo anunciou em outubro um novo modelo de financiamento dos seus projetos de energia nuclear que irá transferir parte do custo para as contas de energia das pessoas, mas espera-se que faça baixar o custo global dos dispendiosos reatores.

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