Numa entrevista a uma rádio local, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que viu Bolsonaro muito desconfortável na terça-feira, durante a posse do novo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que num discurso veemente defendeu o sistema de votação através de urnas eletrónicas, objeto de críticas recorrente do atual governante.

“Bolsonaro ficou muito desconfortável porque ouviu tantas vezes a palavra democracia, tanta crítica ao autoritarismo, tanta crítica às ‘fake news’, que ficou muito desconfortável”, disse Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Em cada discurso que falava um pouco de democracia, era visível sua cara de desconforto. Ele [Bolsonaro] quase não aplaudia nenhum discurso”, acrescentou.

Para o ex-presidente, esse ato institucional, que contou com a presença dos líderes do Congresso, do judiciário, representantes de embaixadas, governadores e alguns prefeitos, além de quatro ex-presidentes, foi “um ato muito forte em defesa da democracia”.

Lula da Silva, de 76 anos, garantiu que até entende o comportamento de Bolsonaro já que, na sua opinião, o atual Presidente e candidato a um segundo mandato “passa o tempo todo desacreditando a justiça eleitoral, desacreditando as urnas eletrónicas e tentando desmoralizar as instituições”.

“E é por isso que o Presidente ficou muito desconfortável porque o Presidente não gosta de democracia”, acrescentou Lula da Silva, favorito para as eleições presidenciais de 2 de outubro, já que aparece a liderar as sondagens de intenção de voto com mais de 40% dos apoios, contra os 30% que Bolsonaro obteria.

Lula da Silva acrescentou que a posse de Alexandre de Moraes serviu para reafirmar que a sociedade brasileira quer “paz, tranquilidade e eleições em que o resultado seja respeitado”, aludindo aos ataques infundados de Bolsonaro contra as urnas eletrónicas que operam no país desde 1996 sem qualquer sombra de suspeita.

Desde que tomou posse em 2019, o chefe de Estado brasileiro alega, sem provas, que este sistema fomenta “fraudes” e já pediu que as Forças Armadas possam realizar uma contagem paralela dos votos diferente da realizada pelas autoridades eleitorais.

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