A Great Wall está a estudar formas de estabelecer o seu "sistema global de distribuição de veículos elétricos", com o objetivo final de vender na Europa, explicou o vice-presidente, Ning Shuyong.

No entanto, Ning Shuyong não quis esclarecer se esta iniciativa faz parte da Spotlight Automotive, empresa lançada no passado mês de julho - com um investimento total de 5,1 bilhões de yuans (645,5 milhões de euros) - para produzir veículos elétricos com a empresa alemã BMW.

"O nosso objetivo é tornarmo-nos líderes de mercado no segmento de veículos elétricos na China. Os nossos carros são projetados e montados de acordo com padrões internacionais e, sem dúvida, colocamos os nossos olhos nos mercados internacionais, incluindo a Europa", sublinhou o CEO da Ora.

A nova marca lançou em setembro o seu primeiro modelo, o todo-o-terreno SUV iQ, com uma autonomia de 360 quilómetros e que já conta com mais de 10.000 pedidos.

O próximo modelo da Ora vai estar pronto ainda este mês com o nome R1. O todo-o-terreno tem quatro lugares, 350 quilómetros de autonomia e um preço de cerca de 110 mil yuans (13.950 euros).

O governo chinês espera que os fabricantes nacionais produzam cerca de três milhões de veículos elétricos por ano. A Great Wall quer alcançar números anuais de 450.000.

A China já é o primeiro mercado mundial nos "novos veículos de energia", com 777 mil vendidos em 2017, um aumento de 53% em relação ao ano anterior.

Contudo, o mercado automóvel chinês está a passar por um mau momento, esperando-se uma queda nas vendas dos todo-o-terreno dos fabricantes nacionais pela primeira vez desde 1992.

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