Segundo o diretor daquela ONG, Humberto Prado, os presos apresentam vómitos, diarreias e náuseas, entre outros sintomas, numa prisão com capacidade para 500 réus mas que atualmente alberga 1.200 detidos.

O Observatório teve conhecimento da situação através de denúncias de familiares de presos que explicaram que a carne se estragou “porque a prisão não tem os equipamentos adequados para a refrigeração de alimentos”.

“Eles consumiram a carne porque estavam há dias sem comer nada. Cozinharam com muitos condimentos e molhos para disfarçar o sabor a podre”, explica um comunicado da ONG.

Segundo o OVP “os afetados estão há vários dias com estes sintomas, inclusive alguns agravaram-se devido a desidratação, mas a diretora continua a dar-lhes carne porque, segundo ela própria disse aos cozinheiros, não há nada mais para dar-lhes de comer”.

Segundo Humberto Prado, a prisão El Rodeo II, está desde 2008 sob medidas provisórias emitas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que pediu ao Governo venezuelano para que adote as medidas necessárias para proteger a vida e a integridade dos presos no país.

O OVP prevê enviar informação sobre a situação à CIDH e reforçar os contactos com familiares de detidos para conhecer as violações de direitos humanos que ocorrem.

Segundo o OVP, a 27 de fevereiro último, um preso de 20 anos de idade morreu com uma peritonite por não receber assistência médica.

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