Segundo o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane, pelo menos 17 jihadistas morreram hoje nos combates e nos ataques feitos pela aviação russa, que apoia o Presidente sírio, Bachar al-Assad, enquanto seis combatentes pró-regime foram abatidos nos confrontos.

“Os combates começaram na noite de quinta para sexta-feira com um assalto dos jihadistas a posições do regime”, perto da localidade de Soukhna, no deserto central sírio, acrescentou Rahmane.

No total, segundo a organização, os confrontos provocaram a morte de 18 combatentes pró-regime, de 26 jihadistas

Após ter saído derrotado na Síria em março de 2019, o EI tem realizado ataques mortíferos sobretudo ao longo do vasto deserto sírio que se estende desde a província central de Homs até à de Deir Ezzor (leste).

Em meados de maio, a OSDH acusou o grupo Estado Islâmico de ter executado, com balas, 11 pessoas em dois dias, sobretudo combatentes do regime, numa estrada desértica no leste do país.

Os ataques dos jihadistas na Síria têm também como alvo o exército sírio e seus aliados, nomeadamente as forças curdas, há muito apoiadas pelos Estados Unidos na luta contra o EI.

Depois de ter autoproclamado em 2014 um “califado”, abrangendo a Síria e o Iraque, o grupo jihadista tem sofrido várias derrotas militares consecutivas nos dois países.

A guerra civil na Síria, desencadeada em 2011 com a repressão de Damasco a manifestações pró-democracia, já causou mais de 3.800 mortos.

A guerra foi, progressivamente, tornando-se um conflito complexo, envolvendo uma multitude de beligerantes, entre eles vários grupos jihadistas e potências estrangeiras.

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