Envergando t-shirts amarelas com a face de Bolsonaro estampada à frente, os manifestantes foram reproduzindo palavras de ordem como ‘Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” ou “O Brasil nunca será vermelho”, numa referência ao “perigo de os comunistas dominarem o Brasil” se o outro principal candidato, Luiz Inácio Lula da Silva, vencer as eleições marcadas para 02 de outubro.

“Bolsonaro está concorrendo com o governo anterior, que teve um presidente preso e vários escândalos de corrupção, e colocou o Brasil numa situação muito difícil e este governo conseguiu, apesar da pandemia, da guerra na Ucrânia e da crise, continuar a fazer o país crescer e ter uma das menores inflações do mundo”, disse à Lusa o construtor civil Marcos Flávio Pereira, de férias com a mulher em Portugal, que acabou por resumir o sentimento dos manifestantes.

“Este é o governo que tem de continuar, o outro tem de continuar na cadeia, que é onde devia estar o antigo presidente”, acrescentou, explicando que a imagem negativa que por vezes é associada ao Presidente brasileiro acontece em retaliação a algumas das medidas adotadas pelo atual executivo.

“O Presidente cortou as verbas dos grandes meios de comunicação social, das grandes televisões que sempre apoiaram a esquerda, e elas começaram a boicotá-lo; criaram uma imagem que não é verdade, ele é um dos maiores defensores das mulheres e da liberdade, é um grande estadista”, afirmou.

A manifestação, organizada pela revista brasileira DireitaBR e que acontece no dia que se assinala o bicentenário da independência do Brasil, começou com uma reza católica (um ‘pai nosso’) e ficou pautada por várias intervenções de ativistas, que de forma geral criticaram a imprensa e saudaram Bolsonaro como a pessoa certa para liderar o Brasil.

As comemorações do bicentenário da independência do Brasil, que se assinala hoje, decorrem quando está em curso a campanha oficial para as eleições presidenciais brasileiras de 02 de outubro, com uma eventual segunda volta em 30 de outubro, às quais são candidatos, entre outros, Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a média das sondagens divulgadas no Brasil, Lula da Silva lidera a corrida presidencial com mais de 44% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro, que tem mais de 30% do apoio até ao momento.

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