Segundo a agência de notícias espanhola, que cita fontes policiais iraquianas, a estrada que liga a capital do país a Mossul esteve cortada por cerca de duas horas por centenas de manifestantes que defendem que terá havido uma “fraude gigante” nas eleições legislativas de dia 10 de outubro.

Ainda não é conhecida a votação final, mas os resultados preliminares apontam para a vitória do Bloco Sadrista, do influente clérigo xiita Muqtada al-Sadr, que terá conquistado 73 dos 329 lugares no parlamento iraquiano.

Aqueles resultados, refere a Efe, representam uma “queda significativa” do Al-Fatah Bloc, que terá perdido dois terços dos 48 lugares que ganhou nas eleições legislativas de 2018.

O protesto coincide com uma declaração feita hoje do autoproclamado Comité de Coordenação da Resistência Iraquiana, que inclui várias milícias armadas filiadas no grupo armado Multidão Popular, denunciando uma “fraude gritante” nas eleições.

Vários grupos dentro da Multidão Popular, que reúne também fações xiitas armadas que surgiram para combater a organização terrorista do Estado islâmico e estão agora integradas nas forças de segurança, já tinham igualmente rejeitado os resultados eleitorais.

“A manipulação dos resultados eleitorais por mãos estrangeiras e a sua flagrante fraude sob a supervisão do Governo levou ao fracasso do trabalho da comissão [eleitoral] e à sua incapacidade de se opor à vontade estrangeira”, denunciou o Comité de Coordenação da Resistência Iraquiana.

Aquela fação política iraquiana defendeu ainda o “direito de protesto” dos iraquianos e alertou que haverá consequências se houver tentativas de impedir as mobilizações populares.

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