Manuel Salgado, de 75 anos, é vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa desde as eleições intercalares de 2007, tendo também sido vice-presidente da autarquia até às autárquicas de 2013, ano em que Fernando Medina, atual presidente, passou a ser o braço direito de António Costa, então líder do executivo municipal socialista.

Além do cargo de vereador, o arquiteto é também presidente do conselho de administração da empresa municipal Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana.

A Lusa tentou contactar, sem sucesso, Manuel Salgado, bem como a assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Lisboa.

A notícia da saída do vereador tinha sido avançada pela edição 'online' do semanário Sol.

Nascido em Lisboa em 1944, Manuel Salgado licenciou-se em arquitetura em 1968 pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.

O arquiteto foi, entre 1972 e 1983, diretor do Departamento de Urbanismo e diretor técnico de uma empresa pública de projetos na capital.

Em 1980, Manuel Salgado ganhou o Prémio Valmor, tendo também arrecadado outras distinções, como o primeiro prémio no concurso da Frente Ribeirinha de Lisboa em 1989.

O autarca foi também dirigente do gabinete de projetos Risco – Projetistas e Consultores de Design, entre 1984 e 2007, onde desenvolveu projetos como o Centro Cultural de Belém, os espaços públicos da Expo’98 ou o Estádio do Dragão.

Ao longo dos anos, o pelouro do Urbanismo da capital tem sido criticado por munícipes e autarcas relativamente a obras polémicas, algumas delas contestadas nos tribunais, como o conhecido ‘mono’ do Rato e o Museu Judaico.

Mais recentemente, os projetos de requalificação da Praça do Martim Moniz e do quarteirão da Portugália foram amplamente criticados, tendo Fernando Medina anunciado ainda este mês que o primeiro afinal não iria avançar.

Em setembro do ano passado, após um conjunto de acusações feitas pelo antigo vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, em entrevista ao semanário Sol, foram apresentadas três propostas na assembleia municipal que visavam acompanhar o trabalho de Manuel Salgado, enquanto responsável pelos pelouros do Planeamento, Urbanismo, Património e Obras Municipais, todas elas chumbadas.

Os deputados pediam esclarecimentos sobre a Torre de Picoas, que “esteve envolta em polémicas desde o início”, sobre “a aprovação da expansão do Hospital da Luz”, que “resultou na perda do (na altura) mais recente e mais bem equipado quartel do Regimento de Sapadores Bombeiros da cidade”, bem como sobre a “alienação da parcela de terreno conhecida como ‘Triângulo Dourado’, em Alcântara, ao Grupo Mello Saúde”.

Após as votações, Helena Roseta anunciou que iria enviar ao Ministério Público a entrevista ao antigo vereador Nunes da Silva, bem com o excerto da sessão relativa a este ponto, para que o mesmo averigue se “há ou não matéria nova”.

(Notícia atualizada às 17h59)

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