Nesta visita, acompanhado por jornalistas, o Presidente passeou pela livraria guiando um carrinho de compras com dois cestos e subiu ao andar onde estão guardados os livros raros mais valiosos, como um exemplar do “Ulisses”, de James Joyce, com ilustrações de Henri Matisse, assinado pelos dois, à venda por 47 mil dólares.

Marcelo Rebelo de Sousa acabou por comprar uma meia dúzia de livros, por um total de 195 dólares, entre os quais o polémico “Medo: Trump na Casa Branca”, escrito por Bob Woodward, um dos jornalistas norte-americanos que revelaram o escândalo Watergate, que forçou o Presidente Richard Nixon a demitir-se em 1974.

O chefe de Estado ainda hesitou se comprava ou não a versão original deste livro sobre o atual Presidente norte-americano, em língua inglesa.

Mais à frente, Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu-se com a obra de ficção de estreia do antigo chefe de Estado norte-americano Bill Clinton, em coautoria com o escritor James Patterson, com o título “O Presidente está desaparecido”, que não resistiu a levar.

Levou ainda uma obra recente de Francis Fukuyama, observando que “ele agora já começa a duvidar do fim da história”, e o livro de Ben Rhodes sobre o anterior Presidente norte-americano Barack Obama.

A jovem diretora de comunicação da Strand, Leigh Altshuler, foi conversando com o Presidente português, disse que trabalham na livraria cerca de 200 pessoas e deu sugestões de compras, algumas delas seguidas por Marcelo Rebelo de Sousa.

À agência Lusa, Leigh Altshuler disse que nesta semana de debate geral da 73.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) também passaram pela Strand o Presidente da Áustria, Alexander van der Bellen, e o primeiro-ministro da Geórgia, Mamuka Bakhtadze.

A livraria foi fundada em 1927 por um jovem de 25 anos, Benjamin Bass, com 600 dólares, 300 dos quais emprestados por um amigo, e é a única que resta de um conjunto de quarteirões de Manhattan que em tempos estavam cheios de lojas de livros em segunda mão.

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