A venda e respetiva sessão de autógrafos decorrerão pelas 18:30, na praça central do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde serão disponibilizados mais de 500 exemplares desta agenda, cujas vendas revertem para o serviço de pediatria do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

A venda desta Agenda Solidária começou a 9 de novembro e, dos 16 mil exemplares distribuídos, já foram vendidos cerca de 12.800 (80 por cento), segundo disse à Lusa fonte do IPO de Lisboa.

As vendas superaram as expectativas, adiantou a mesma fonte, revelando que inicialmente foram impressos 10 mil exemplares, aos quais se juntaram depois mais 6.000.

Esta agenda conta com 12 textos de personalidades, a primeira das quais é o Presidente da República, que esteve presente na apresentação do livro, a 23 de novembro.

Filho de uma assistente social, Marcelo Rebelo de Sousa tinha seis anos quando foi ao Casal Ventoso, em Lisboa, um bairro degradado que o impressionou.

“No Casal Ventoso, em ambiente de pobreza brutal, a situação daquelas crianças era dramática. Recordo-me bem do que me impressionaram as crianças, as barracas, a falta de água e de esgotos”, escreve Marcelo Rebelo de Sousa.

Outras 11 figuras públicas escrevem nesta agenda, com ilustrações de João Vaz de Carvalho, como o humorista Nuno Markl, que escolheu o tema do ‘bullying’, partilhando a memória do dia em que enfrentou um ‘bully’ (agressor).

Desse episódio recorda o que mais importante ficou: “A semente de questões que ainda hoje coloco sobre injustiça, manipulação, crueldade — ampliadas, para os miúdos de hoje, pelas redes sociais ficou cá”.

A cientista Elvira Fortunato escreve sobre “o momento mágico” que uma descoberta representa na vida de um investigador e como o viveu aquando da descoberta do transístor de papel, enquanto a jornalista Clara de Sousa recorda o 25 de Abril e da festa que viveu no primeiro 1.º de Maio em liberdade.

Margarida Pinto Correia também recorda os primeiros anos de vida e a importância do que viveu então: “A consciência que tenho e tive, do que sou, nem me deixa vacilar na responsabilidade pelo que existe à minha volta, convicta de que o posso sempre transformar. Para melhor”.

O músico Boss AC partilha nesta agenda uma hospitalização enquanto criança e de como a oferta de um carrinho de brincar lhe trouxe a esperança e a capacidade de sonhar, até hoje.

A empresária Sandra Correia partilha com os leitores desta agenda uma noite que mudou o seu mundo, enquanto o escritor Afonso Cruz revela que foi no sótão dos seus avós que começou a viajar, “não só pelos livros que lá havia, mas também pelos objetos”. A atriz Vitória Guerra recorda o seu primeiro dia de aulas em Lisboa.

Manuel Sobrinho Simões traz às páginas desta agenda a morte de uma empregada e governanta “com um estatuto muito especial devido às muitas décadas de casa”. E que morreu em casa, “com os seus”.

“Deixámos de morrer em casa, no nosso espaço e com os nossos”, escreve o investigador.

A eurodeputada Marisa Matias dá conta do dia em que conheceu o seu irmão, tinha na altura três anos, e a apresentadora Catarina Furtado conta um episódio triste de uma criança que nasceu órfã, porque a mãe morreu de causas evitáveis, pelas quais a Embaixadora da Boa Vontade da ONU se tem batido.

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