"Seria oposto à ideia de mobilidade e de circulação no espaço da CPLP o estar a colocar entraves a quem quer que seja na ida a Fátima no próximo ano", declarou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa falava numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, António Costa, no final da XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Brasília, a propósito da vontade manifestada pelo Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, de visitar o Santuário de Fátima.

A comunicação social perguntou-lhe se nesta cimeira de Brasília estendeu a Teodoro Obiang o convite que fez há três dias aos chefes de Estado e de Governo da Cimeira Ibero-Americana para que visitem Fátima no próximo ano, por ocasião do centenário dos acontecimentos de 1917 na Cova da Iria.

O Presidente português começou por responder que "é uma razão de satisfação que o maior número de chefes de Estado, chefes de Governo, representantes políticos, cidadãos comuns vão a Fátima pelo centenário das aparições, coincidindo com a visita papal".

Sem esclarecer se convidou ou não Obiang, acrescentou: "Portugal, que é um país aberto, folga com a ida dos dignitários dos mais diversos países e não tem nenhuma relutância nem nenhuma oposição, pelo contrário, seria oposto à ideia de mobilidade e de circulação no espaço da CPLP o estar a colocar entraves a quem quer que seja na ida a Fátima no próximo ano".

Depois de três perguntas da comunicação social portuguesa sobre a Guiné Equatorial, o primeiro-ministro português disse não resistir "a uma pequena ironia".

"Havia uma certa ideia de que a Guiné Equatorial era porventura o país da CPLP com quem nós teríamos menos relações e menor proximidade, mas eu vejo que pelo interesse dos jornalistas na Guiné Equatorial que se calhar nós estávamos enganados", afirmou.

Prosseguindo em tom irónico, António Costa concluiu: "Afinal, a nossa relação com a Guiné Equatorial é muito mais intensa do que a que temos com Angola, com o Brasil, com Cabo Verde, com a Guiné-Bissau, com Timor-Leste, com Moçambique. Eu julgava que com todos estes países a nossa relação era muito mais intensa, mas vejo pela vossa curiosidade que não, afinal o principal país com quem nós temos relação é a Guiné Equatorial. Para mim é uma lição".

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