Mais de uma centena de pessoas, maioritariamente mulheres, concentravam-se hoje junto da Embaixada dos Estados Unidos, em Lisboa, para protestar contra o novo presidente Donald Trump, que tomou posse na sexta-feira.

Alinhados junto ao passeio da reapresentação diplomática norte-americana, alguns cartazes exibiam frases de contestação contra o novo presidente da Casa Branca. “Não sejas Trump, Parar o machismo, construir a igualdade”, “Por todas nós”, “Não nos vamos calar”, “Contra o ódio no poder”, “O Assédio é um tédio”, “Operação machista não”, eram algumas das frases exibidas nos cartazes.

A “Marcha das Mulheres” está prevista para hoje em Washington e em mais de 60 países para contestar o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O protesto acontece um dia depois do controverso multimilionário ter prestado juramento como 45.º Presidente dos Estados Unidos.

Na capital federal dos Estados Unidos são esperadas pelo menos 200 mil pessoas, incluindo várias celebridades, segundo os organizadores da marcha americana.

A Marcha das Mulheres ganhou dimensão de movimento global e, segundo os organizadores, pelo menos 161 protestos estão agendados em mais de 60 países dos sete continentes. Nos Estados Unidos, estão previstas mais de 350 manifestações.

créditos: Judith Saltzman

"Não dá para acreditar que ele seja real"

Em Londres, milhares de pessoas marcharam neste sábado pelo centro da cidade também no âmbito destes protestos contra o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as suas declarações depreciativas sobre as mulheres.

A maioria dos participantes eram mulheres, embora homens e crianças também tenham comparecido ao evento, e marcharam da embaixada dos Estados Unidos até  Trafalgar Square, com cartazes a pedir igualdade de direitos.

Hannah Bryant, funcionária de um museu de 34 anos, participou na marcha com a filha de quatro anos, e ambas usavam gorros rosas com duas orelhas, os "pussy hats", também usados pelas manifestantes dos Estados Unidos. "Estive a ensinar-lhe o que significa a igualdade e o que são preconceitos, quero que veja quantas pessoas acreditam nisto", afirmou.

Oliver Powell, um ator de 31 anos, que considera Trump uma "pessoa odiosa", disse: "Quero que a maioria dos americanos que não votaram nele saibam que têm apoio em todo o mundo". "Não dá para acreditar que ele seja real", disse a sua amiga Emily Chase, de 36 anos.

Muitas manifestantes eram mães e filhas, que se uniram a sindicalistas, grupos feministas, organizações de defesa dos direitos civis e ao mayor de Londres, Sadq Khan, num protesto global celebrado um dia após a posse de Trump.

"É um sentimento de solidariedade: não em nosso nome", afirmou Jill Pickering, um americano de 56 anos. "Estou irritado, não votei em Trump", acrescentou. "Acredito que isso estimulará os partidos liberais, os democratas (dos Estados Unidos) e os partidos de esquerda neste país que sofreram derrotas eleitorais. O que nos resta? Protestar", afirmou a sua amiga Sarah Macdonald, de 51 anos.

As imagens deste artigo foram enviadas por uma participante na Marcha das Mulheres em Washington. Na foto, as manifestantes usam os "pussy hats" que estão a simbolizar a contestação das mulheres a Donald Trump.

Créditos: Judith Saltzman

 

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