Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a Marinha Portuguesa esclarece que este efetivo tem como tarefas proporcionar uma presença visível junto das populações afetadas pelo incêndio que provocou a morte a 64 pessoas e mais de 200 feridos, e efetuar um levantamento georreferenciado, incluindo o Grupo Data Hora (GDH) dos eventos, da captação das fotografias das zonas ardidas e infraestruturas destruídas.

Além disso, a Marinha tratará da identidade das pessoas afetadas (nome e idade, desde que seja obtido consentimento prévio), incluindo bens perdidos, doenças crónicas (hipertensão, diabetes, depressão, etc.), que requeiram ajuda mais premente.

“As matas e infraestruturas ardidas devem ser devidamente fotografadas e marcadas as posições geográficas”, diz também a nota de imprensa.

A informação sublinha ainda que os militares têm ainda por missão distribuir bens de primeira necessidade pela população afetada e participar na colocação de lonas em edifícios que perderam os respetivos telhados.

O dispositivo vai também criar e manter, permanentemente atualizada, uma base de dados com a seguinte estrutura: “GDH evento / Posição geográfica / Tipo de problema detetado / Informação genérica, compilando dados da situação após rescaldo para fornecer à câmara local”.

O efetivo é composto por nove elementos do posto de comandos, 96 da Força de Fuzileiros n.º 1 (FFZ1), oito no posto avançado de saúde, 24 na cozinha de campanha, cinco na manutenção, 10 do CIMIC (“Civil Military Cooperation”), um do Centro de Análise Operacional e também um Instituto Hidrográfico.

A Marinha acrescenta que o comando operacional da Força é Comando Naval, o apoio logístico é do corpo de fuzileiros e que o comandante das forças no local é o comandante do Batalhão de Fuzileiros n.º 2.

A coordenação e definição de objetivos são realizadas pela Câmara de Pedrógão Grande, através de célula de CIMIC (cooperação civil-militar) a instalar com apoio da Marinha na câmara, atribuindo militares especializados que garantam o seu funcionamento permanente.

A ligação é feita com a Corporação dos bombeiros locais, GNR local, outras estruturas de apoio à população, sejam do Estado e ou voluntárias.

O incêndio que deflagrou a 17 de junho, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois.

O fogo atingiu também os concelhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, e chegou aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

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