"O vírus continua presente e os materiais de proteção continuam ausentes", afirmou à Lusa o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, reforçando que é "muito escasso" o material de proteção para equipar os profissionais de saúde.

"Mais de 550 médicos, mais de 800 enfermeiros e mais de 1.200 assistentes operacionais e trabalhadores da limpeza estão infetados", informou Roque da Cunha, lamentando que o Ministério da Saúde tenha deixado de dar oficialmente esses dados.

Sobre a falta de informação oficial quanto ao número de trabalhadores infetados em hospitais e centros de saúde, o sindicato considerou que tal representa "insensibilidade perante os profissionais de saúde", acrescentando que, desde o início da pandemia, "a ministra da Saúde tem desvalorizado muito essa matéria".

Com o desconfinamento gradual e o aumento da circulação dos cidadãos, a situação preocupa o sindicado dos médicos, pois é necessário "cuidado extremo" no funcionamento dos equipamentos de saúde, nomeadamente o reforço da proteção individual dos profissionais, defendeu Roque da Cunha.

"Lembramos que são cerca de 30 mil pessoas que estão infetadas e que os materiais de proteção não estão a chegar ao ritmo que deveriam e os profissionais de saúde continuam a ser infetados", reforçou o secretário-geral do SIM, referindo que a situação pode ser "ainda pior" com o desconfinamento.

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