"Infelizmente, não conheço nenhuma cidade que tenha a necessidade do número de pilaretes que Lisboa tem" e isso "resulta da mentalidade das pessoas e da falta de civismo", afirmou Fernando Medina, que falava na reunião pública do executivo.

O autarca socialista relatou que, no decorrer de intervenções feitas nos últimos meses na cidade, "constatou-se que o rebaixamento das passadeiras e a retirada de pilaretes" foram utilizadas, "de forma indevida, como rampa para deixar os carros, sem qualquer sentido cívico".

"Fiquei perplexo com aquilo que estava a acontecer: colocavam-se passeios confortáveis e os carros entravam", criticou, aludindo a situações por si observadas em locais como a Avenida Miguel Torga (Campolide) e as ruas Andrade Corvo e Viriato (Avenidas Novas).

O responsável indicou que o município acabou por voltar a colocar pilaretes nestes locais, embora isso "reduza o impacto da ideia original", que era facilitar a circulação pedonal.

"Confesso que não conseguimos fazer melhor porque a alternativa é estarem lá os carros", referiu.

De acordo com Fernando Medina, a fiscalização não resolve o problema, pois "não existe um polícia por cada automobilista".

O presidente da autarquia exemplificou que o largo do Corpo Santo, que está "acabado de requalificar e prestes a abrir ao público", tem estado "transformado num parque de estacionamento para as pessoas irem aos bares".

"São multadas todas as noites, há reboques" e continuam a colocar lá os carros, lamentou.

Fernando Medina respondia ao vereador comunista Carlos Moura, que levou à reunião camarária imagens sobre a existência de pilaretes em passadeiras na Rua de Campolide e envolvente, zona que está a sofrer obras ao abrigo do programa "Uma praça em cada bairro".

Os trabalhos, que visam a criação de passeios maiores e de mais áreas de estadia, além de mais árvores e melhor iluminação, estão em fase de conclusão.

Em resposta, Fernando Medina assinalou que a "colocação é intencional e está a realizar-se em vários sítios da cidade".

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