“É mais uma resposta a juntar a todas as outras, ajuda o produtor e o consumidor, acresce às resposta que a Santa Casa está a dar, que a rede social é a dar, que as juntas estão a dar”, disse à Lusa a vereadora responsável pelo pelouro da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, Paula Marques.

Sublinhando que este “é um processo em curso, em construção”, Paula Marques adiantou que, neste momento, a iniciativa apoia cerca de 300 famílias, mais ou menos 1.500 pessoas. “As necessidades vão-se aferindo semana a semana”, acrescentou.

Segundo a autarca, com o “Mercado Solidário” dá-se resposta a duas questões fundamentais: por um lado aos produtores que ficaram sem escoamento de produtos, depois de as feiras das Galinheiras e do Relógio, “pontos fundamentais de distribuição”, terem encerrado devido à pandemia de covid-19; por outro lado, apoiam-se as famílias nesta situação de emergência.

Assim, a Câmara de Lisboa adquire os produtos aos produtores e, depois, com o envolvimento das associações de moradores e das Juntas de Freguesia, faz a sua distribuição pela famílias mais necessitadas.

A “cesta de produtos” que é distribuída é essencialmente constituída por frescos, como fruta, legumes, batatas e ovos, além de pão.

“Começámos na semana passada com um conjunto de associações [de moradores], em articulação com as Juntas de Freguesia, em diversos territórios municipais, é um processo em construção. Perceber dia a dia ou semana a semana quais são as situações das famílias e como é que a situação das famílias evolui”, explicou Paula Marques (Cidadãos por Lisboa, eleita nas listas do PS).

A sinalização das famílias que necessitam de apoio é feita pelas associações de moradores, que “são o ‘pivot’ no território”, e depois validada pelas Juntas de Freguesia.

A distribuição dos produtos tem seguido várias modalidades, podendo nuns casos serem levantados pela famílias e noutros entregues nas próprias casas, por equipas mistas, que podem integrar funcionários das Juntas de Freguesia, elementos das associações de moradores e voluntários.

“É mais uma resposta, com o envolvimento dos parceiros locais. Ao longo dos anos fomos criando esta rede de parcerias locais, não fazia sentido que agora não nos articulássemos e não nos mobilizássemos”, salientou a vereadora responsável pelo pelouro da Habitação, adiantando que nos bairros municipais de Lisboa existem 26 mil casas, onde vivem cerca de 75 mil pessoas.

Insistindo na importância que têm as comunidades e as organizações locais nas redes solidárias dos territórios, Paula Marques admitiu que esta “resposta em situação de emergência” provavelmente irá pôr a descoberto “outras necessidades e outras carências que as famílias vão sentido ao longo deste processo”, nomeadamente se ficam sem emprego, se veem os seus rendimentos baixar.

“Esta proximidade com as associações e com as juntas também nos permite aferir essas situações”, acrescentou.

No âmbito do “Mercado Solidário”, a Câmara de Lisboa está também a divulgar alguns conselhos sobre como se deve manusear os alimentos.

Às pessoas envolvidas na distribuição estão a ser fornecidas máscaras, luvas e álcool, além de informação sobre como devem usar e retirar os equipamentos de proteção individual.

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