"Ou há rasgo, horizonte e ambição para o metro de Lisboa ou os problemas da área metropolitana não se vão resolver (... ). A nossa proposta são 20 novas estações para o metro de Lisboa e espero que possam ser estudadas, planeadas, financiadas e tratadas", declarou Assunção Cristas.

Perante o burburinho que surgiu no plenário, incluindo alguns risos nas bancadas, Assunção Cristas disse não perceber qual é o problema, dando como exemplo do avanço de grandes projetos realizados a construção da barragem de Alqueva.

Mostrando à bancada do Governo um quadro com o desenho da rede do metro que defende, Assunção Cristas sustentou que o plano de financiamento não tem de incluir apenas verbas comunitárias, devendo ser estudadas outras formas de financiamento.

Assunção Cristas considerou que plano do Governo para duas novas estações é insuficiente, defendendo uma "aposta nos transportes coletivos" e propondo "fazê-lo crescer" para Belém, Sacavém e Loures.

"É ambicioso, mas é realista, haja vontade", declarou.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, aludiu ao facto de Assunção Cristas ser candidata à presidência da Câmara de Lisboa nas autárquicas de outubro.

"Não achei muito leal aproveitar a ausência da deputada Teresa Leal Coelho [candidata do PSD à Câmara de Lisboa] para este momento de campanha eleitoral", disse Costa.

Sobre o plano de expansão da rede de metropolitano, António Costa defendeu ser essencial que haja continuidade de execução nas infraestruturas, reiterando esperar que a proposta de investimentos que o Governo está a preparar possa ser "aprovada por uma maioria de dois terços" dos deputados, refletindo um "amplo consenso partidário".

Quanto ao financiamento, o primeiro-ministro sublinhou que o Governo nada fará no presente mandato "que não tenha financiamento" assegurado.

Quanto aos problemas no transporte coletivo, António Costa responsabilizou Assunção Cristas, ministra no executivo anterior PSD/CDS-PP, pela deterioração da rede pública de transportes.

"Cem milhões é o número de passageiros que, enquanto a senhora foi ministra, o metro e a Carris perderam na cidade de Lisboa", afirmou o primeiro-ministro.

A líder do CDS-PP levou ainda ao debate o tema do financiamento da Segurança Social, dois dias depois de o ministro da tutela, Vieira da Silva ter admitido prever, no Orçamento do Estado para 2018, outras fontes de financiamento.

A deputada perguntou a António Costa "qual é o imposto que vai aumentar", com o primeiro-ministro a referir que "não é uma emergência", mas "é útil" estudar "outros critérios" para a diversificação das fontes de financiamento.

Frisando que se preveem acentuadas alterações no mercado laboral, António Costa defendeu que é preciso encontrar outras fontes de financiamento que não as contribuições dos trabalhadores ou "da entidade patronal em função dos contratos de trabalho".

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