“Um ano muito positivo. Um ano onde tivemos recordes em vários itens, nomeadamente na maior procura de sempre, os menores custos de sempre, maior receita de sempre, o melhor EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de todos os tempos e os melhores resultados operacionais ilíquidos”, declarou esta tarde o presidente do Conselho de Administração, Jorge Delgado, numa conferência de imprensa da sede da Metro do Porto, afirmando que os resultados no final de 2016 são motivo de “satisfação”.

Segundo dados do Relatório de Contas de 2016, um documento aprovado hoje, em Assembleia-geral de acionistas, a receita anual da Metro do Porto ultrapassou os “42 milhões de euros”, com os custos operacionais na ordem dos “38 milhões de euros”, sofrendo uma redução de 1,8%, face a 2015.

Em 2016 foi estabelecido um novo valor máximo de procura, que, pela primeira vez, ultrapassou os “mais de 58 milhões de validações, mais 0,4% do que em 2015, num ano em que se registou “menos cinco dias úteis do que o ano anterior”, o que corresponde a cerca de um milhão de validações, explicou Jorge Delgado.

Questionado pela Lusa sobre se no ano de 2017 estimava que fossem ultrapassados alguns dos recordes de 2016, Jorge Delgado declarou que “em alguns parâmetros, seguramente”, como por exemplo na procura.

“A procura tem-se revelado pujante (…). Estamos com crescimento já de 4,7% ao fim deste semestre, pela primeira vez ultrapassamos os 30 milhões no primeiro semestre deste ano de validações e, portanto, tudo indica que podemos esperar que, pelo menos ao nível da procura e da receita resultante da procura, possamos voltar a bater recordes em 2017.

O ano de 2016 ficou também marcado pelo registo de um EBITDA positivo de 13 milhões de euros, “um crescimento de 130% face ao alcançado anteriormente e resultado sem precedentes na história da empresa”, lê-se no documento entregue aos jornalistas.

Numa perspetiva global, regista-se ainda uma progressão de 56,2% nos resultados operacionais, cujo valor se aproximou dos 44 milhões de euros negativos, e uma melhoria nos resultados líquidos, inferiores em “29,6% ao ano de 2015”, atingindo os 136,6 milhões de euros.

Um inquérito realizado anualmente aos clientes da Metro do Porto conclui que “85% desses clientes estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o serviço e 98% considera-o uma mais-valia para a sociedade”.