“Para nós [PSD/Madeira] é indiferente outubro ou dezembro, não altera muito, por assim dizer, o panorama pré-eleitoral ou eleitoral”, afirmou o responsável social-democrata madeirense, à margem de uma visita à obra de construção do novo túnel do Pedregal – túnel hidráulico entre a Ameixieira e o Pedregal.

O PSD já entregou na Assembleia da República um projeto-lei que prevê um “regime excecional e temporário” para adiar as autárquicas por dois meses e dar ao Governo a possibilidade de as marcar - excecionalmente em 2021, devido à pandemia de covid-19 - entre 22 de novembro e 14 de dezembro, em vez de, como prevê a lei eleitoral, entre 22 de setembro e 14 de outubro.

O líder social-democrata nacional, Rui Rio, considerou que esta é uma proposta "sensata" e que "defende a democracia" num contexto de pandemia de covid-19.

O cenário de eventual adiamento das eleições foi, nas últimas semanas, levantado pelo ex-líder do PSD e do partido Aliança Pedro Santana Lopes, numa entrevista ao DN, uma posição também defendida por algumas distritais sociais-democratas, chegando-se a colocar em cima da mesa um adiamento por seis meses.

De acordo com a lei eleitoral para os órgãos das autarquias locais, estas eleições são marcadas "por decreto do Governo com, pelo menos, 80 dias de antecedência".

Miguel Albuquerque defendeu que esta situação deve ser decidida “de uma vez por todas” e “o mais rapidamente possível”.

“Não vale a pena viver neste limbo de equívocos, de indefinição”, vincou, considerando que, “em termos políticos, o pior que pode existir é falta de clareza”.

Albuquerque argumentou que o Estado “não pode estar a alimentar uma situação de indefinição relativamente a umas eleições autárquicas, porque está na altura de começar a definir e apresentar candidaturas”.

“Mas, em Portugal tudo é confuso”, sublinhou.

O chefe do executivo da Madeira, de coligação PSD/CDS-PP, ironizou, sugerindo que deveria ser criado “um mestrado nas universidades portuguesas que era atingir o síndroma da complexidade inexistente”.

“Ou seja, havia um político que dizia que a complexidade era o refúgio do malandro e gostam de inventar confusões onde elas não existem”, concluiu.

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