Marcelo Rebelo de Sousa fez esta declaração aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, onde hoje está a receber as confederações patronais e sindicais, vestindo uma gravata preta, em sinal de luto.

"Foi com grande tristeza que soube da partida de Miguel Veiga. Miguel Veiga foi um herdeiro de uma linhagem de luta e de resistência pela democracia e contra a ditadura. Ele próprio foi um expoente dessa luta, e depois foi constituinte - estivemos juntos na votação da Constituição", afirmou o chefe de Estado, também antigo deputado constituinte e social-democrata.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Miguel Veiga "foi, já em democracia, um lutador pelos direitos e as liberdades dos portugueses, com inteligência, com cultura, e sobretudo com profunda liberdade de espírito".

"Era um homem livre. Foi ao longo de toda a sua vida um homem livre. E é isso que eu queria agradecer, em nome de Portugal, a Miguel Veiga: a sua liberdade, a sua coragem de ser livre sempre, em todos os momentos, pensando também, à sua maneira, em Portugal", concluiu.

Advogado e fundador do PSD, Miguel Veiga morreu hoje, aos 80 anos, no Porto, a cidade onde nasceu.

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