Segundo a organização, eram mais de mil os militantes socialistas que compareceram nesta ação, enquanto as forças policiais apontaram para um número de aderentes em torno das 300 pessoas.

“Queremos decidir (não é não) com dignidade” e “Chega de segregação e discriminação” eram as duas maiores faixas que os participantes empunhavam, conforme relata a agência de notícias espanhola EFE.

“Democracia no PSOE” e “Não a Rajoy, um militante, um voto” eram outros ‘slogans’ usados pelos militantes socialistas, num protesto marcado pela chuva e pela adesão abaixo das expectativas dos organizadores.

Estes alegaram que muitas pessoas não conseguiram participar na iniciativa (que durou pouco mais de uma hora) porque os autocarros que as transportavam não conseguiram encontrar estacionamento próximo da rua Ferraz de Madrid, onde se localiza a sede do PSOE — Partido Socialista Operário Espanhol.

A convocatória para este protesto seguiu o lema “A revolução das rosas”, em referência ao símbolo do PSOE, e a iniciativa partiu de duas militantes galegas do partido socialista espanhol, Sonia Pillado e Aida Loira, que não aceitam que o Comité Federal assuma competências que não são suas.

A organização pede mesmo a convocação imediata de um congresso extraordinário e eleições primárias no PSOE, considerando que a atual direção do partido “quer mudar o rumo do PSOE e enganar os eleitores”.

O fim do protesto ficou marcado pelo grande número de rosas que os participantes deixaram depositadas junto à porta da sede do PSOE, enquanto se ouvia a música mais famosa do movimento socialista, “A internacional”.

O rei Felipe VI realiza segunda e terça-feira da próxima semana uma ronda de consultas com todos os partidos com assento no parlamento (Congresso dos Deputados) para verificar se há condições para apresentar um candidato à investidura.

A posição do Comité Federal socialista deverá permitir que Felipe VI volte a apresentar o nome de Mariano Rajoy, prevendo-se que o debate e as duas votações de investidura se possam realizar entre quarta-feira até sábado.

No caso de um novo Governo não entrar em funções até ao fim deste mês, Felipe VI terá de dissolver o Congresso dos Deputados (parlamento) e marcar eleições, que deverão realizar-se em 18 de dezembro.

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