Quem denuncia é uma atriz com perto de vinte anos, que apresentou uma queixa com a constituição de uma parte civil para relançar este caso, que havia sido abandonado pela justiça no início de 2019.

As denúncias com constituição de uma parte civil permitem abrir quase automaticamente um processo judicial e designar um juiz de investigação em França Agora, o juiz deverá decidir se abrirá uma investigação, o que costuma acontecer na grande maioria dos casos.

A denunciante "quer que a justiça, e particularmente as autoridades judiciais, (...) possam fazer o seu trabalho com serenidade e calma", disse num comunicado a sua advogada, Elodie Tuaillon-Hibon, lamentando que a investigação anterior tenha terminado "inexplicavelmente arquivada".

O advogado de Gérard Depardieu, Hervé Témime, não quis comentar o caso.

Em junho de 2019 o MP francês, após nove meses, suspendeu a sua investigação preliminar e explicou que "as diversas investigações realizadas" não permitiram "caracterizar as infrações denunciadas".

Segundo a atriz, os eventos ocorreram no palácio que Depardieu tem em Paris, nos dias 7 e 13 de agosto de 2018.

A queixosa diz "ter sido abusada sexualmente duas vezes pelo ator", à "margem de um ensaio informal para uma peça de teatro".

A denúncia contra o ator surgiu após uma série de casos que atingiram celebridades do mundo do cinema depois do escândalo que envolveu o produtor americano Harvey Weinstein em outubro de 2017.

Depardieu participou ao longo da sua carreira em cerca de 170 filmes, tendo conquistado reconhecimento internacional em 1990 na sequência da participação na comédia "Casamento por conveniência".

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