“As similitudes com a atmosfera europeia dos anos de 1920 e 1930 são flagrantes, com a mesma confusão de valores, a mesma incapacidade de valorizar as alternativas ao centro, o mesmo desprezo pela convivência pacífica, a mesma pulsão extremista, a mesma busca de um qualquer grupo que possa expiar todas as culpas", escreve o ministro num artigo de opinião publicado hoje no jornal Público.

"A verdade é que, hoje, ninguém pode descartar o pior cenário - que a Europa significaria o triunfo da retração nacionalista e a hegemonia do populismo", acrescenta.

Santos Silva diz que há um "padrão que ninguém deve ignorar" nos resultados das eleições e referendos desde 2014 (quando houve votação para o Parlamento europeu).

"O padrão existe e é muito perturbador. Os eleitorados demonstram um enorme mal-estar, que projetam sobre as instituições, os grupos e os compromissos que lhes parecem longínquos ou estranhos. (...) Os mecanismos de racionalização do debate público e escrutínio da informação caíram numa profunda crise, permitindo campanhas políticas vitoriosas fundadas no preconceito e na mentira", escreve.

Santos Silva defende uma "ação firme em favor dos valores, das instituições e da cultura democrática".

"Temos uma batalha muito difícil pela frente, que opõe outra vez a sociedade aberta aos seus inimigos e separa outra vez os que querem virar as nações umas contra as outras e os que entendem ser a cidadania e o mercado comum o único caminho para o desenvolvimento harmonioso da Europa. As armas ao nosso dispor, nessa batalha, são as ideias: os valores e os princípios que os consubstanciam", conclui.

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