Com exceção da China e da Rússia, “os restantes membros do acordo não cumpriram qualquer das suas obrigações” após a retirada norte-americana, declarou Mohammad Javad Zarif no final de discussões em Moscovo com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, referindo-se à Alemanha, França e Reino Unido.

O acordo internacional sobre o nuclear iraniano foi assinado em 2015 entre os 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China — mais a Alemanha) e o Irão.

A República Islâmica comprometeu-se a aceitar limitações e maior vigilância internacional do seu programa nuclear, que sempre garantiu ser apenas civil, em troca do levantamento de sanções.

O Presidente do Irão deu hoje 60 dias às potências mundiais para se negociar um novo acordo nuclear, adiantando que em caso contrário retomará o enriquecimento do urânio.

Hassan Rouhani anunciou a redução de compromissos firmados no pacto de 2015 num discurso à nação realizado um ano após a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear e de retomar as sanções contra Teerão.

Os europeus, a China e a Rússia mantêm o seu compromisso em relação ao acordo, mas até agora não têm sido capazes de permitir que o Irão beneficie das vantagens económicas com que contava devido às sanções dos Estados Unidos.

A Rússia pediu hoje aos restantes signatários do pacto de 2015 que “cumpram as suas obrigações” para salvar o acordo conseguido após muitos meses de negociações.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.