A informação foi dada pelo ministro da Cultura do Brasil, Roberto Freire, no encerramento do X encontro dos Ministros da Cultura da CPLP nesta sexta-feira na cidade de Salvador, Brasil.

“Nós apoiamos este pleito de Angola que é algo de importância. Isto faz parte da história do reino do Congo, da cultura africana, que consideramos importante e queremos que seja reconhecido no mundo”, disse.

“Não só aprovamos esta proposta de Angola mais foi decidido também que nos vamos entregar a fundo para que este património seja reconhecido pela Unesco. É um compromisso que o encontro assumiu. Este pleito de Angola é justo e importante para todos nós”, completou.

O ministro brasileiro frisou que ele e os seus homólogos da CPLP também iniciaram um debate sobre ações práticas para elevar a cultura ao ‘status’ de um setor fundamental na economia do mundo globalizado.

“A grande discussão que demos início, de forma muito significativa, é colocar a cultura como um setor fundamental deste mundo do futuro no campo da economia (..) Sabemos que a cultura é um setor da economia que cresce. Não tenho dúvida que ela será talvez um dos elementos mais dinâmicos de toda a atividade dos países no futuro”, disse.

Roberto Freire explicou ainda que dentro desta perspectiva os estados-membros da CPLP consideram ser “necessário não apenas trocarmos documentários, filmes, peças de teatro, mas também fazer a capacitação com integração do ponto de vista económico”.

Ele também voltou a frisar a importância da criação do prémio Monteiro Lobato, acordado entre os Governos do Brasil e Portugal, para premiar autores infanto-juvenis que escrevem em língua portuguesa.

“[No encontro] houve assinatura do prémio Monteiro Lobato de literatura infanto-juvenil, que foi importante na perspectiva de formar futuros leitores. A CPLP é uma comunidade que precisa formar novos leitores”, concluiu o ministro brasileiro.

O encontro entre os ministros da Cultura dos países membros da CPLP em Salvador aconteceu seis meses depois de o Brasil ter assumido a presidência rotativa da organização para o biénio 2016-2018.

A CPLP foi criada em 1996 e integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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