A morte do Dole, ultimamente um símbolo de uma geração em declínio de veteranos da Segunda Guerra Mundial, foi comunicada na rede social Twitter, pela sua mulher, Elizabeth Dole.

Dole anunciou em fevereiro deste ano que lhe tinha sido diagnosticado um cancro do pulmão de fase 4.

Durante os seus 36 anos de carreira no Capitólio, Dole tornou-se um dos legisladores e líderes partidários mais influentes no Senado, combinando um talento para o compromisso com uma sagacidade cáustica, que muitas vezes se virou contra si próprio.

A sua impressão digital ficou marcada na política fiscal, política externa, programas agrícolas e de nutrição, direitos dos deficientes, educação e serviços públicos resultantes da Lei dos Americanos Portadores de Deficiência.

O atual sistema de acesso aos edifícios públicos, ou a presença de intérpretes de linguagem gestual em eventos locais oficiais são apenas algumas das marcas mais visíveis do seu legado e do dos colegas legisladores, que Dole reuniu para levar por diante aquela legislação há cerca de 30 anos.

Bob Dole dedicou os últimos anos da sua vida à causa dos veteranos feridos, dos seus camaradas caídos e enterrados no Cemitério Nacional de Arlington e à recordação da geração dos veteranos da Segunda Guerra Mundial.

Milhares de antigos soldados reuniram-se no National Mall em 2004 para ouvir Dole discursar ao lado do Memorial da Segunda Guerra Mundial.

Há muitos anos afastado do Kansas, onde nasceu, Dole fez a sua vida em Washington, no centro do poder, mesmo quando deixou a política, tendo nessa altura ingressado numa firma de advocacia de democratas proeminentes. Brincou a esse propósito uma vez, contando que levava o cão para o trabalho para ter outro republicano com quem falar.

Bob Dole tentou por três vezes tornar-se presidente dos Estados Unidos. A última foi em 1996, quando ganhou a nomeação republicana para ver Bill Clinton ser reeleito.

Procurou a nomeação presidencial pelo seu partido em 1980 e 1988, e foi o candidato a vice-presidente pelo Partido Republicano em 1976, ao lado de Gerald Ford, que não conseguiu ser eleito, depois de ter servido como Presidente dos Estados Unidos durante dois anos, na sequência da renúncia ao cargo de Richard Nixon.

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