"Da parte da Fectrans estamos disponíveis para melhorar o memorando de entendimento", referiu Arménio Carlos para acrescentar que a assinatura deste memorando pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) “foi um dado importante para se conseguir ultrapassar o impasse" que se prolongava há uma semana.

Questionado sobre se via com preocupação a possibilidade de um dos sindicatos que convocou a greve (o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas) poder vir a negociar com a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários (Antram) melhores condições do que as que constam do memorando de entendimento assinado na semana passada com a Fectrans, Arménio Carlos assinalou que "a Fectrans foi a primeira organização a subscrever um memorando de entendimento" e que, depois dela, um dos sindicatos associado è greve também o subscreveu e o outro "está em negociações".

"Da parte da Fectrans estamos disponíveis para melhorar o memorando de entendimento, não nos preocupamos com o que se passa com os outros", referiu, lembrando que aquela federação irá procurar ir mais longe num processo negocial que é evolutivo.

O Governo recebe hoje o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) para retomar as negociações com a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários (Antram).

A reunião, marcada para as 16:00 no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, realiza-se depois de, no domingo, num plenário em Aveiras de Cima (Lisboa), o sindicato ter decidido desconvocar uma greve que durava há sete dias.

Contudo, na moção aprovada durante o plenário, os motoristas decidiram mandatar a direção do sindicato para tomar medidas como “a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados” caso a Antram “demonstre uma postura intransigente”.

Na segunda-feira, o SNMMP afirmou, em comunicado, que a greve terminou sem ter produzido “ainda” os resultados pretendidos e considerou que, apesar dos avanços alcançados, “as bases” para a negociação “ainda estão longe” do necessário.

“O Governo anunciou estar aberto o caminho para uma nova ronda negocial, à qual não vamos virar costas”, disse o SNMMP, no documento, considerando que “ficou claro” que o ponto de partida da mediação encontra-se “acima” daquele que se verificava antes da greve.

“Queremos negociar e, para o efeito, cumpriremos as condições exigidas para que a mediação reúna com todas as partes, mas não podemos mentir aos nossos associados e ao país: as bases que estão lançadas para essa negociação ainda estão longe do que precisamos para que os motoristas de cargas perigosas possam viver com a dignidade”, indicou o sindicato, na segunda-feira.

Por sua vez, a Antram congratulou-se, no domingo, com a desconvocação da greve e manifestou-se disponível para ouvir as "reivindicações legítimas" do SNMMP, mas dentro do suportável pelas empresas de transporte.

Em declarações à CMTV, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, frisou que as empresas "não podem aceitar aumentos" salariais que possam representar "despedimentos coletivos em massa" ou o "fecho das empresas".

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