A decisão de não ser ativado o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil (PDEPC), tomada no sábado em reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, confirma a situação de normalidade, mesmo em período de férias e com o triplo das pessoas no Algarve.

Depois de na quinta e sexta-feira se ter verificado uma "corrida" aos postos de combustível, numa ronda efetuada por várias gasolineiras em Faro e em Olhão, a Lusa encontrou estabelecimentos praticamente vazios e com pouca afluência, havendo casos pontuais de falta de combustível.

É o caso de um posto localizado numa das avenidas mais movimentadas de Faro, que se encontra encerrado desde sábado, e em que o cliente é logo avisado à entrada de que o estabelecimento está encerrado. No entanto, do outro lado da avenida, a gasolineira do mesmo operador funcionava normalmente.

Já em Olhão, um posto na Estrada Nacional (EN) 125, também com pouca afluência, avisava os clientes de que devido à crise energética, o abastecimento seria limitado a 25 litros.

Do outro lado da estrada, o posto da mesma marca de combustíveis estava vazio, mas os motivos eram outros: tratava-se de um dos postos da Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) da região para abastecimento exclusivo de entidades prioritárias.

Nas duas gasolineiras situadas junto ao aeroporto de Faro, onde está concentrada a maior parte das empresas de aluguer de automóveis da cidade, o cenário era idêntico e o habitual num domingo de manhã.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) decidiram no sábado manter a greve com início na segunda-feira, por tempo indeterminado, após a realização de um plenário conjunto.

Portugal está até às 23:59 de 21 de agosto em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido à greve de motoristas.

Os motoristas reivindicam que a associação patronal Antram cumpra o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100%, racionou os abastecimentos de combustíveis e declarou crise energética até às 23:59 de 21 de agosto, o que implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

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