Em 1972, Munique recebeu os Jogos Olímpicos de Verão. Era a segunda vez que os Jogos pisavam território germânico (Berlim, em 1936, havia sido a primeira) e, na altura, verificou-se um recorde ao nível da participação, com mais de 120 países e 7 mil atletas.

Era uma Alemanha ainda dividida por um muro, mas “livre” de Hitler há três décadas, aquela que era anfitriã de uns jogos que, aparentemente, tinham tudo para ficar nos anais da história como os melhores de sempre até à data – e com o nadador Mark Spitz como figura de proa, conquistando sete medalhas de ouro e batendo sete recordes do mundo. Um mega-evento  que acabou por ficar manchado -e lembrado -  pelos acontecimentos de dia 5 de Setembro, onze dias depois do início dos jogos.

Na madrugada de 4 para 5 de Setembro, oito terroristas palestinianos afetos ao grupo Setembro Negro invadiram a Aldeia Olímpica assassinando dois membros da equipa de Israel e fazendo reféns outros nove. Após intensas horas de negociação, com avanços e recuos e uma tentativa de emboscada falhada, os restantes nove reféns acabaram por ser assassinados, tendo cinco dos oito terroristas sido abatidos pela polícia (os restantes três foram capturados).

O massacre de Munique, perpetrado por razões políticas, chocou o mundo (muitos exigiram o cancelamento dos Jogos, tendo os mesmos acabado por ser suspensos por apenas 34 horas) e, inclusivamente, deu origem a um filme – “Munich” – realizado por Steven Spielberg e protagonizado por Eric Bana e Daniel Craig e que relata a história da operação secreta levada a cabo pelo governo israelita para vingar os acontecimentos de 5 de Setembro de 1972.

Uma das principais consequências do ataque em questão foi a criação da GSG 9, força policial alemã de operações especiais, contra-terrorismo e resgate de reféns que, de resto, foi chamada em Munique nos acontecimentos desta 6.ª feira.

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