“Novo ataque com mísseis pelas forças arménias numa área residencial de Gandja, a segunda cidade do Azerbaijão. Sete mortos e 33 feridos”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros na sua conta no Twitter, publicando fotos dos bombardeamentos.

Sete pessoas morreram e 33 ficaram feridas em bombardeamentos contra a cidade de Gandja, no Azerbaijão, apesar do cessar-fogo que supostamente vigora desde sábado, segundo indicou o mesmo responsável que acusou as forças arménias pelo ataque.

A acusação foi desmentida pelo Ministério da Defesa arménio no enclave de Nagorno-Karabakh, que negou ter bombardeado Gandja. “É uma absoluta mentira”, referiu, garantindo estar a “respeitar o acordo de cessar-fogo humanitário” e acusando o Azerbaijão de ter atingido “Stepanakert, Hadrut, Martouni e outras zonas populosas”.

Segundo a agência AFP, a cidade de Stepanakert, capital regional do Nagorno-Karabakh controlada pelos separatistas arménios, foi alvo de bombardeamentos esta noite.

Os jornalistas da AFP no local reportaram três a quatro ondas de bombardeamentos seguidos por uma dúzia de explosões.

Estes bombardeamentos ocorreram apesar do cessar-fogo entre a Arménia e o Azerbaijão que, teoricamente, entrou em vigor ao início da tarde de sábado e foi negociado através de uma mediação da Rússia após duas semanas de intensos combates pela região separatista do Nagorno-Karabakh.

No centro das deterioradas relações entre Erevan e Baku encontra-se a região do Nagorno-Karabakh, no Cáucaso do Sul, onde há interesses divergentes de diversas potências, em particular da Turquia, da Rússia, do Irão e de países ocidentais.

Este território, de maioria arménia cristã, integrado em 1921 no Azerbaijão muçulmano pelas autoridades soviéticas, proclamou unilateralmente a independência em 1991, com o apoio da Arménia.

Na sequência da uma guerra que provocou 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk (Rússia, França e EUA), constituído no seio da OSCE, mas as escaramuças armadas permaneceram frequentes.

Em julho deste ano, os dois países e ex-repúblicas soviéticas envolveram-se em confrontos a uma escala mais reduzida que provocaram cerca de 20 mortos. Os combates recentes mais significativos remontam abril de 2016, com um balanço de 110 mortos.

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