Nascido em 29 de maio de 1917, eleito a 8 de novembro de 1960 Presidente dos Estados Unidos com apenas 43 anos, herói da Guerra do Pacífico (1941-1945), carismático ao extremo, JFK encarnou as promessas da América do século XX até ser assassinado no dia 22 de novembro de 1963.

O aniversário do seu nascimento "é a ocasião para refletir sobre as convicções do presidente Kennedy, a fé e a determinação que ele tinha para superar cada desafio que se apresentava diante dele", sugere Joe Kennedy III, sobrinho-neto do ex-presidente, em entrevista à AFP.

Aos 36 anos, o neto de Robert F. Kennedy - irmão de JFK, ministro da Justiça assassinado durante sua campanha presidencial em 1968 - assumiu o bastião. Eleito para a Câmara de Representantes, desde 2013 ele representa a terceira geração dos Kennedy a exercer um mandato eleitoral.

Com exceção de dois anos, desde 1947 há sempre um Kennedy num cargo eletivo, uma 'dinastia' na política americana.

Para Joe Kennedy III, o legado deixado por JFK é  um "chamamento para que todos os americanos, sejam eles quem forem, venham eles de onde vierem, se colocarem a serviço do seu país".

"Muitos dos meus colegas, dos dois lados, me interpelaram para me dizer que foram inspirados pela sua chamada a servir", conta, em alusão aos partidos Democrata e Republicano.

"Foi simplesmente um período mágico"

O legado de JFK também é o do glamour que ele e sua esposa, Jacqueline, conferiram à função presidencial. Bela, elegante, refinada, totalmente confortável nas 'altas rodas', Jackie Kennedy transformou-se na paixão de todo mundo.

"Existia uma espécie de aura em torno da Casa Branca dos Kennedy", lembra o senador republicano John McCain, ex-candidato presidencial.

"Foi simplesmente um período mágico", recorda.

Jackie Kennedy contribuiu com a magia ao conseguir unir no imaginário popular os mil dias da Presidência de seu marido e Camelot, a lendária corte do Rei Arthur.

Os americanos também conseguiram superar a tragédia. JFK é visto como o presidente que, talvez mais do que todos os outros, formatou a maneira como o país se olhava. E Kennedy foi o seu eterno otimista.

O membro da família a ocupar por mais tempo um cargo político, Edward "Ted" Kennedy, faleceu em 2009, após ter servido por 47 anos o Senado.

Muitos outros membros do clã Kennedy ainda estão em funções e outros aspiram a uma carreira política.

A filha de JFK, Caroline Kennedy, que foi embaixadora no Japão durante o governo de Barack Obama, poderia, segundo o jornal New York Post, candidatar-se a um lugar no Congresso.

Ela é a única filha ainda viva do presidente assassinado. Em 1999, o irmão dela, John Kennedy Junior, morreu tragicamente - como outros membros do clã -, reforçando os boatos sobre a maldição em volta da família.

Uma missão: servir

"Todos os dias eu penso nele e sinto a sua falta", diz Caroline, aos 59 anos.

Ele "inspirou uma geração que transformou a América", afirmou, num vídeo publicado pela John F. Kennedy Presidential Library and Museum por ocasião do centenário do nascimento do presidente.

Caroline Kennedy acrescenta que as pessoas lhe dizem terem "sido inspiradas a trabalhar, lutar e acreditar num mundo melhor; a dar qualquer coisa ao seu país, que deu tanto a tanta pela gente".

Joe Kennedy III afirma haver muitos jovens na família que poderiam entrar na política, mas não deu detalhes.

"O fio condutor em casa é encontrar uma forma de servir", explica.

As recentes declarações do jovem membro da Câmara de Representantes de silhueta alongada e cabelos ruivos contra a política migratória do presidente Donald Trump e a sua reforma do sistema de saúde foram notáveis. Seguiram-se especulações sobre uma futura candidatura presidencial.

Ele tem a eloquência de seu avô e dos tios-avós John e Edward e, assim como eles, coloca-a ao serviço dos mais necessitados e de uma sociedade mais justa.

O filho de Caroline Kennedy, Jack Schlossberg, de 24 anos, também poderia perpetuar a tradição.

"O legado de minha família no serviço público inspira-me", admitiu Schlossberg em declarações à NBC. Questionado sobre o seu futuro político, respondeu: "Fique atento".

Mas é difícil fazer comparações entre a era Donald Trump, numa América mais dividida do que nunca, e a era Kennedy.

"A falta de cortesia e polidez chocariam John F. Kennedy porque ele tinha amigos muito próximos no partido Republicano", afirma James Thurber, da Universidade Americana de Washington.

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