Nelson Pereira, natural do concelho, que integrou a lista à câmara pelo PS nas eleições autárquicas de 2017, tomou posse como vereador na reunião de câmara, após o falecimento do presidente Carlos Bernardes na semana passada, sendo o sexto e último eleito pelo PS.

A anterior vice-presidente Laura Rodrigues assume agora a presidência do município e, além de manter os pelouros que já tinha, acumula com os que eram de Carlos Bernardes.

Em março, Carlos Bernardes tinha assumido os pelouros da vereadora Cláudia Horta, depois de lhe ter retirado a confiança política.

De acordo com a página do município na Internet, as competências da atual presidente de câmara são: Administração Municipal e Modernização Administrativa, Ambiente e Sustentabilidade, Atividade Física, Captação e Gestão de Financiamentos, Comunicação e Marca, Contratação Pública e Património, Coordenação Geral dos Serviços Municipais, Educação, Empreendedorismo, Finanças Jurídico e Contencioso, Participação e Cidadania, Proteção Civil, Qualidade, Recursos Humanos e Tecnologias de Informação e Comunicação.

Laura Rodrigues, 61 anos, licenciada em Engenharia Agronómica, é vereadora na autarquia desde 2009, tendo assumido a vice-presidência do município em 2017. Entre 2005 e 2009 foi deputada da Assembleia Municipal eleita pelo PS.

Ana Umbelino fica como vice-presidente e mantém os pelouros da Cultura, Desenvolvimento Social, Património Cultural e Turismo.

Bruno Ferreira continua com as competências da Fiscalização Municipal, Gestão Urbanística e Planeamento Estratégico e Territorial, enquanto Hugo Lucas mantém os pelouros de Gestão de Áreas Urbanas, Infraestruturas e Obras Municipais, Transportes e Trânsito e Mobilidade.

O quinto e sexto elementos do PS são, respetivamente, Cláudia Horta Ferreira e Nelson Pereira, a quem não foram atribuídos pelouros.

O presidente da câmara até à semana passada, Carlos Bernardes, de 53 anos, foi encontrado morto em casa no dia 3, estando as circunstâncias em que ocorreu a morte a ser investigadas pela Polícia Judiciária.

Em março, a comissão política de Torres Vedras do PS tinha aprovado a sua recandidatura às eleições autárquicas deste ano.

Além de Carlos Bernardes, a lista à câmara divulgada era composta por Laura Rodrigues, Ana Umbelino, Francisco Martins, Dulcineia Ramos, Rui Lopes, Nelson Pereira, Beatriz Mota e Ana Carolina Franco.

Carlos Bernardes foi vice-presidente da Câmara de Torres Vedras entre 2005 e 2015, tendo assumido a presidência do município em 2015, quando Carlos Miguel renunciou ao cargo para assumir funções no Governo. Em 2017, venceu as eleições autarquicas, mantendo o cargo de presidente da autarquia.

Em março desde ano, Carlos Bernardes retirou os pelouros à vereadora Cláudia Horta Ferreira por "perda da confiança política" por alegado favorecimento numa obra que está a realizar na sua própria casa.

Na altura, Cláudia Horta Ferreira garantiu que o processo de obra foi "transparente", votado na câmara na sua ausência, e que "não foi em nada beneficiada" pelo cargo que exerce, nem "fez nada de ilegal".

A vereadora, que foi excluída da lista candidata à câmara nas próximas eleições autárquicas, anunciou que iria avançar com um processo por crime de difamação.

Além de Cláudia Horta Ferreira, também não integra a lista à câmara o vereador Hugo Lucas, chamado ao gabinete de Carlos Bernardes por alegado envolvimento nas obras da vereadora.

Apesar de manter os pelouros e funções a tempo inteiro, o vereador justificou, na reunião de câmara, que "fiscalizar obras particulares compete a outro pelouro" e não a si.

Por o subempreiteiro das obras de Cláudia Horta Ferreira ser o mesmo que o das obras de uma requalificação a cargo da autarquia, Hugo Lucas esclareceu que o investimento "está realizado em obra" e que "cumpriu com o que era a sua função" na defesa do interesse público e na utilização dos dinheiros públicos.

Cláudia Horta Ferreira solicitou uma auditoria às obras.

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