“Neste momento não temos nenhuma indicação por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de que haja qualquer necessidade de pensar num planeamento operacional para extrair portugueses, lusodescendentes, cujo objetivo é sobretudo continuar a viver na Venezuela e esperamos que haja condições para que assim seja”, afirmou Gomes Cravinho.

Numa audição parlamentar a requerimento do CDS-PP, o ministro da Defesa disse que as Forças Armadas “estão sempre prontas para num curto tempo desenvolver planos para circunstâncias que o justifiquem”.

Contudo, a questão não se colocou e “não temos um plano operacional para retirar portugueses da Venezuela”, reiterou.

Face às afirmações do ministro, o deputado do CDS-PP João Rebelo manifestou surpresa afirmando que “não lhe passa pela cabeça” que não exista ainda “uma reflexão” sobre “um plano de evacuação" no Ministério da Defesa e no Estado-Maior General das Forças Armadas.

Perante críticas do PCP e do BE sobre a estratégia do Governo português em relação à situação política na Venezuela, o ministro da Defesa considerou que a matéria cabe ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, escusando-se a discutir o tema em concreto.

PCP e BE acusaram o governo português de assumir uma posição “irresponsável” de “seguidismo” dos presidentes norte-americano, Donald Trump, e brasileiro, Bolsonaro, e de alguns governos europeus, ao reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

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