O pedido foi entregue na quinta-feira à noite, três dias antes do final do primeiro prazo, de 28 dias, que termina no domingo.

“Ainda há questões não resolvidas” em relação às nomeações, reconheceu Netanyahu, numa carta ao Presidente de Israel, divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro designado.

“Estamos no meio de negociações e avançámos muito, mas, a julgar pelo ritmo das coisas, precisarei de todos os dias de prolongamento previstos na lei para formar um governo”, acrescentou.

O bloco de direita e os aliados ultraortodoxos e de extrema-direita obtiveram a maioria nas eleições parlamentares israelitas de 01 de novembro, com 64 lugares em 120, permitindo assim a Netanyahu iniciar negociações para formar um governo.

Na semana passada, o partido Likud de Netanyahu assinou acordos de coligação com os três partidos de extrema-direita — Sionismo Religioso, Força Judaica e Noam — que conseguiram eleger deputados.

Mas, para formar governo, Netanyahu teve ainda que chegar a acordo com dois partidos ultraortodoxos, o Judaísmo Unido da Torah (UJT, da comunidade ashkenazi) e o Shass (sefarditas), o segundo mais votado.

Depois de concluir um acordo na quarta-feira com a UJT sobre a divisão de cargos, o Likud anunciou, na quinta-feira, um acordo de princípio com o Shass, no âmbito do qual a formação ultraortodoxa vai receber cinco pastas ministeriais.

O anúncio de quinta-feira prevê que o líder do Shass, Arieh Dery, seja “ministro da Saúde e do Interior durante a primeira parte do mandato do governo e depois ministro das Finanças”, além de ocupar o cargo de vice-primeiro-ministro.

Mas, para isso, o Likud tem primeiro de mudar a lei que proíbe a nomeação para altos cargos de pessoas condenadas por crimes considerados graves.

Condenado em 1999 a três anos de prisão por fraude, Arieh Dery foi acusado novamente de fugir aos impostos em 2021, tendo feito um acordo com a justiça. Reeleito em novembro, Dery pode, por lei, sentar-se no Parlamento, mas não pode ser nomeado como ministro.

Nas delicadas negociações em curso, Netanyahu foi forçado a ceder pastas sensíveis a figuras controversas.

O Likud aceitou nomear como ministro da Segurança Nacional o polémico Itamar Ben Gvir, conhecido pela retórica contra a Palestina, e chegou ainda a acordo com o ultranacionalista Avi Maoz, que tem reiteradamente tomado posições contra a comunidade LGBTQ.

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