Esta é mais uma má notícia para o fabricante nipónico, que está a passar por uma fase difícil, com a prisão, em 19 de novembro, de Carlos Ghosn, demitido da presidência do conselho de administração por suspeita de falsificação de informação financeira.

Ghosn é suspeito de não ter declarado rendimentos no valor de cerca de 38 milhões de euros (cinco milhões de ienes), que terá recebido entre 2011 e 2014.

Segundo a agência nipónica Kyodo, o ex-presidente da Nissan Motor terá também utilizado fundos da empresa japonesa para cobrir perdas de investimentos pessoais no valor de cerca de 13,2 milhões de euros.

No final de setembro, a Nissan adotou medidas para melhorar o processo de inspeção nas suas fábricas, admitindo graves deficiências.

Na altura, a empresa anunciou um investimento de "170 a 180 biliões de ienes nos próximos seis anos" (mais de 1,3 biliões de euros) nas medidas a aplicar.

No outono de 2017, a Nissan foi forçada a suspender temporariamente a produção no Japão e a chamar à oficina mais de um milhão de veículos devido a irregularidades na inspeção final dos seus carros.

Já este ano, no verão, a empresa deu conta da falsificação de valores nos testes para medir o consumo de combustível e as emissões de gases poluentes.

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