Henriques Gaspar, quarta figura do Estado, deixa o cargo após um mandato de cinco anos e, apesar de à partida qualquer um dos juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter possibilidades de ser eleito presidente, dois antigos diretores da Polícia Judiciária (PJ) e um ex-vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM) manifestaram disponibilidade aos seus pares para desempenhar o cargo e encetaram contactos pessoais para o efeito.

Santos Cabral foi diretor nacional da PJ entre 2004 e 2006, tendo deixado o cargo numa altura em que o ministro da Justiça era Alberto Costa (PS).

Manuel Pinto Hespanhol, atual vice-presidente do STJ, desempenhou as funções de diretor-adjunto da PJ entre 1983 e 1989 e grande parte da sua carreira foi feita nos quadros do Ministério Público.

Joaquim Piçarra foi presidente do Tribunal da Relação de Coimbra e exerceu funções de vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM), órgão de gestão, administração e disciplina dos juízes.

O STJ é um tribunal superior que julga recursos em matéria de direito e aprecia pedidos de `habeas corpus´ para libertar arguidos que consideram que a sua detenção ou prisão é ilegal.

A eleição do novo presidente do Supremo ocorre numa altura em que o país aguarda para breve uma decisão do primeiro-ministro e do Presidente da República sobre a recondução, ou não, da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, que completa em outubro um mandato de seis anos.

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