“É comovente constatar que ainda se fala muito de cinema neste festival e que o Manoel de Oliveira também ganhou este prémio com o filme ‘A Carta’ [em 1999]. O meu filme é um tributo ao José Saramago e é uma honra para mim e para o cinema português ser reconhecido”, afirmou o cineasta, citado numa nota enviada pela sua assessoria à Lusa sobre o festival que decorreu em Palermo esta semana.

A película conta a história de um Portugal a preto e branco, quando em dezembro de 1935 Ricardo Reis (um dos heterónimos de Fernando Pessoa) regressa ao país, após 16 anos no Brasil, assistindo no ano seguinte à ascensão dos totalitarismos na Europa. Após uma visita à sepultura de Fernando Pessoa, o fantasma do poeta faz uma série de aparições no quarto de Ricardo Reis onde, durante meses, ambos refletem sobre a vida.

O júri do festival, liderado por Egle Palazzolo (presidente do Centro de Pesquisa de Ficção e Cinema), justificou a atribuição do prémio a João Botelho pela “clara força de inspiração” e por ter feito uma adaptação “com sabedoria e coragem” da obra de José Saramago.

‘O Ano Da Morte De Ricardo Reis’ conta com o ator brasileiro Chico Díaz no papel de Ricardo Reis e Luís Lima Barreto interpreta Fernando Pessoa. Do elenco fazem ainda parte Catarina Wallenstein, Rui Morisson, Victoria Guerra, Hugo Mestre Amaro e João Barbosa.

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