Cristiano Ronaldo preparava-se para fazer a antevisão da estreia da seleção campeã em título no Euro2020, esta terça-feira, frente à Hungria — jogo vencido por três bolas a zero, com 'bis' de CR7.

Enquanto aguardava pelas perguntas dos jornalistas, o capitão da seleção portuguesa afastou duas garrafas de Coca-Cola, que se encontravam junto ao microfone, e recomendou antes água, dando a entender que é mais saudável.

Pegou nas ditas garrafas, da marca que é um dos patrocinadores oficiais do Europeu de futebol, e colocou-as para o lado. Não sem dizer: “água, bebam água”.

O vídeo tornou-se viral, logo esta segunda-feira, e hoje foi notícia que o gesto de CR7 poderia ter tido um impacto negativo em Bolsa. De acordo com algumas publicações internacionais, como a Marca, depois de o jogador português ter 'afastado' as bebidas, as ações da Coca-Cola passaram a valer 55,55 euros (abriu a valer 55,70 euros). No entanto, Filipe Garcia, analista da IMF, explica ao MaisFutebol que o gesto em nada está associado a esta queda e que a desvalorização já se registava (e que a grande queda já tinha acontecido antes, no início da sessão, minutos antes de Ronaldo entrar na sala de imprensa).

De acordo com a Tribuna Expresso, que teve "acesso à reação da UEFA sobre o caso", sem a Coca-Cola, seria impossível “organizar um torneio com tanto sucesso para jogadores e adeptos” como o Europeu 2020 de futebol, sublinhou a organização de futebol.

Para a UEFA, a marca tem “uma longa tradição de apoiar todos os desportos nos seus vários níveis” e tem sido fundamental “para garantir o desenvolvimento do futebol em toda a Europa”. A entidade organizadora do Euro 2020 acrescenta ainda que "a Coca-Cola oferece bebidas para todos os gostos e necessidades - desde águas, bebidas desportivas isotónicas, sumos, café e chá", sendo "os jogadores e treinadores, obviamente, livres para escolher as bebidas que desejam".

Também a Coca-Cola já reagiu. Através de uma declaração de um “porta-voz” da marca de bebidas, citada pelo Daily Mail, a marca diz que “toda a gente tem direito às suas preferências no que se refere a bebidas” e lembra que “aos jogadores é oferecida água, assim como Coca-Cola e Coca Zero, à chegada às conferências de imprensa”.

Este não é, porém, o primeiro comentário de CR7 sobre o consumo do refrigerante. No final do ano passado, nos Globe Soccer Awards, Cristiano Ronaldo, ao falar sobre o filho mais velho, também referiu a marca.

"Sou duro com ele [Cristiano Júnior], por vezes, pois ele bebe Coca-Cola e Fanta, e fico irritado. Come batatas, fritos, coisas assim, e eu não gosto. Mesmo os mais pequenos, quando comem chocolate, olham logo para mim", disse Cristiano.

O momento levantou algumas dúvidas como, por exemplo, se o internacional português teria assinado contrato com alguma bebida concorrente ou se a UEFA iria sancionar o jogador pelo gesto. Quem não perdoou foi a Internet, a começar pelo Insónias em Carvão. É ver.

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